Liquidação do Will Bank: O que acontece com os clientes?
A liquidação do Will Bank pelo Banco Central trouxe muitas dúvidas para os clientes da instituição. A medida, que visa preservar a estabilidade do sistema financeiro, pode ter impactos significativos na vida dos clientes. Neste artigo, vamos explicar o que acontece com os cartões, saldos em conta e dívidas dos clientes do Will Bank.
De acordo com especialistas, o dinheiro dos clientes não some, mas o acesso a ele não será mais imediato. A liquidação não significa perda automática do dinheiro, mas uma mudança radical na forma de acesso. Os depósitos à vista, poupança e CDBs estão protegidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) até o limite de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ.
Como ficam os cartões e as dívidas?
Um dos impactos mais imediatos sentidos pelos clientes foi a interrupção do cartão de crédito. Com a perda da capacidade financeira da instituição, a Mastercard já bloqueou as autorizações por risco sistêmico. No entanto, as faturas em aberto não são perdoadas, e os clientes precisam continuar pagando, sob pena de inadimplência.
Além disso, não há compensação automática entre saldo em conta e dívida de empréstimo. Os clientes precisam aguardar a abertura do procedimento operacional do FGC para receber os valores. O FGC costuma efetuar os pagamentos em cerca de 30 dias úteis após a listagem dos credores.
O que o FGC não cobre?
O Fundo Garantidor de Créditos não cobre alguns ativos, como:
- Fundos de investimento (renda fixa, multimercado, ações, etc.)
- Ações
- Debêntures
- CRI / CRA
- COE
- Previdência privada (PGBL/VGBL)
- Tesouro Direto
- Criptomoedas
O Banco Central supervisiona o processo de liquidação, mas não utiliza recursos públicos para pagar credores privados. Quem assume isso é o FGC, mas dentro dos limites estabelecidos.
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