Revisão Regulatória e Aquisição de Participação na Copasa
O Bradesco BBI avaliou como positivos os efeitos da revisão regulatória e da recente aquisição de participação na Copasa (CSMG3) para as ações da Equatorial (EQTL3). No entanto, o banco manteve o preço-alvo de R$ 54 para as ações da Equatorial no fim de 2026.
A decisão reflete a piora do cenário macroeconômico, após a equipe de economia do banco adiar a expectativa para o início do ciclo de queda dos juros no Brasil. Isso aumenta as despesas financeiras projetadas para 2026 e 2027.
Fator de Produtividade e Impacto nas Projeções
A discussão sobre o fator de produtividade (Pd), conduzida pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), representa um fator positivo para a companhia. Pelos cálculos do BBI, a revisão adiciona aproximadamente 6% ao preço-alvo implícito para o grupo de distribuidoras da Equatorial.
No entanto, parte desse efeito é diluída pelos demais negócios da empresa. O banco ressalta que o impacto em suas estimativas é moderado, pois seu modelo já incorporava um fator de produtividade mais baixo no curto prazo.
Valor nas Ações da Equatorial
Com base nas novas projeções de fluxo de caixa, o BBI estima que os papéis negociam com uma taxa interna de retorno (TIR) real de aproximadamente 11,6%. Isso representa um prêmio de cerca de 0,7 ponto percentual em relação aos títulos públicos de longo prazo indexados ao IPCA.
Para os analistas, esse nível de retorno permanece atrativo para um ativo considerado de alta qualidade, sustentando a recomendação de compra para a companhia. As principais razões para essa recomendação incluem:
- A revisão regulatória e a aquisição de participação na Copasa fortalecem as teses da Equatorial;
- O fator de produtividade representa um fator positivo para a companhia;
- O nível de retorno permanece atrativo para um ativo considerado de alta qualidade.
Portanto, o BBI continua enxergando valor nas ações da Equatorial, apesar de manter as projeções inalteradas.
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