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Entidades do Setor Produtivo Cobram Cortes Maiores da Selic

A redução de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros, anunciada pelo Comitê de Política Monetária (Copom), foi considerada insuficiente por entidades do setor produtivo e por representantes sindicais. A Selic foi reduzida de 14,75% para 14,50% ao ano, mas, na avaliação dessas instituições, o nível ainda elevado dos juros continua pressionando a economia.

As entidades do setor produtivo, como a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Associação Paulista de Supermercados (APAS), avaliam que o corte foi tímido e mantém o custo do crédito em patamar elevado. Isso compromete investimentos e a competitividade do setor produtivo. Além disso, a deterioração financeira de empresas e famílias é apontada como um dos efeitos negativos dos juros altos.

Reações das Entidades

  • A CNI afirma que o custo do capital continuará em um nível proibitivo, inviabilizando projetos e investimentos que poderiam ampliar a competitividade industrial.
  • A APAS considera que o Banco Central poderia ter adotado uma redução mais significativa da taxa de juros.
  • A Contraf-CUT critica o ritmo de queda da Selic e afirma que a política monetária tem impacto direto sobre a renda da população.

As centrais sindicais, como a Força Sindical, também classificaram a decisão como insuficiente e destacaram impactos negativos sobre a economia. A política de juros altos afeta diretamente o crescimento do país, restringindo investimentos, freando a produção e comprometendo a geração de empregos e renda.

As entidades convergem na avaliação de que há espaço para uma redução mais acelerada da taxa básica de juros. O ponto em comum entre indústria, comércio e representantes dos trabalhadores é o diagnóstico de que o atual nível da Selic ainda impõe restrições relevantes ao crescimento econômico, ao crédito e ao consumo no país.

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