Entenda os pontos em negociação na reta final da COP30
A 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) entra na sua semana decisiva, com a participação direta de ministros dos países para tentar fechar, por consenso, os acordos que vão guiar as ações climáticas no próximo período.
Na noite de domingo (16), foi publicado o resumo das consultas da presidência da COP em relação a quatro itens de agenda, dentre eles, o apelo por ampliação das metas climáticas, as Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) e o financiamento público de países desenvolvidos a países em desenvolvimento.
Outro tema crucial, que está na agenda, ainda não obteve consenso em torno de uma proposta. Trata-se da Meta Global de Adaptação (GGA), um dos principais resultados esperados desta COP, mas que segue incerto.
Os especialistas ouvidos pela Agência Brasil avaliam que o documento reflete com fidelidade o panorama das negociações técnicas, mas a ausência de referências mais concretas a caminhos que levem a mais ação dos países acende um sinal de preocupação.
Algumas das principais questões em negociação incluem:
- A ampliação das metas climáticas e as Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs)
- O financiamento público de países desenvolvidos a países em desenvolvimento
- A Meta Global de Adaptação (GGA)
- A transição justa e a criação de um programa de trabalho no âmbito da COP para analisar o assunto
A expectativa é que o segmento político de alto nível da COP30 dê a tração necessária para o avanço das negociações. Tradicionalmente, a primeira semana de conferência é dedicada à formulação de textos, chamados de rascunhos, nos órgãos subsidiários.
Nesta segunda semana, entram em cena os chefes de delegações, normalmente ministros de primeiro escalão dos países que fazem parte da convenção do clima, que possuem maior margem política de negociação dos textos.
Os especialistas apontam que, para esta segunda semana de negociações, é necessário mais pressão para que sejam acordados encaminhamentos claros que iniciem os processos para os “mapas do caminho” para o fim do desmatamento e dos combustíveis fósseis.
O tema da adaptação segue sob suspense, com um rascunho finalizado ainda na semana passada por técnicos, um texto-base para a adoção de 100 indicadores, mas ainda há resistência do Grupo Africano, que representa 54 países do continente.
Os países tentam chegar a um consenso sobre os indicadores globais de adaptação, ponto de partida para monitorar se os países estão avançando nas ações de adaptação e resiliência.
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