Entenda os motivos que levaram a UE a barrar carnes, ovos e mel do Brasil
A União Europeia (UE) detalhou os motivos que levaram o Brasil a ser excluído da lista de países autorizados a exportar determinados produtos de origem animal para o bloco a partir de setembro de 2026. O principal ponto envolve as regras europeias para o uso de antibióticos na produção animal, que passaram a ser aplicadas internamente em 2022 e agora serão estendidas aos exportadores estrangeiros.
De acordo com a Comissão Europeia, o Brasil ainda não apresentou garantias suficientes de conformidade com as exigências sanitárias adotadas pelo bloco. Isso significa que produtos brasileiros ligados à cadeia animal, como carnes, ovos, mel e tripas, ficarão impedidos de entrar no mercado europeu quando as novas regras entrarem em vigor.
As restrições atingem uma lista ampla de itens, incluindo:
- Exportações de bovinos, aves, equinos, ovos, produtos de aquicultura, mel e tripas
- Animais vivos destinados à produção de alimentos
O endurecimento das exigências faz parte de uma política sanitária adotada pela União Europeia para limitar o uso de antibióticos considerados críticos para a saúde humana. As normas europeias proíbem a utilização dessas substâncias para acelerar crescimento animal ou elevar produtividade em sistemas de produção.
Para ser incluído na lista de países terceiros autorizados a exportar para a União, o Brasil deve garantir conformidade com os requisitos da União sobre o uso de antibióticos durante toda a vida dos animais dos quais os produtos exportados se originam. O prazo para uma eventual inclusão posterior do Brasil dependerá da velocidade de implementação de mudanças internas.
Entre os pontos observados estão alterações legislativas, fiscalização sanitária e adaptação das cadeias produtivas exportadoras aos novos critérios. A Comissão Europeia afirma que o uso inadequado de antibióticos na pecuária pode ampliar a resistência bacteriana e reduzir a eficácia de tratamentos médicos.
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