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Enquanto a PF investiga o passado, Americanas tenta provar que já é outra empresa

Reconstrução da Americanas

A Americanas, uma das maiores varejistas do Brasil, está passando por um processo de reconstrução após a crise contábil que a levou à recuperação judicial em 2023. Enquanto a Polícia Federal (PF) investiga o passado da empresa, a atual gestão está trabalhando para convencer o mercado de que a Americanas já é outra empresa.

A reconstrução começou com a redução do tamanho da empresa, que fechou mais de 400 lojas e reduziu sua rede de cerca de 1.880 para aproximadamente 1.448 unidades. A estratégia foi enxugar a operação, concentrar recursos em ativos considerados estratégicos e abandonar negócios que não entregavam rentabilidade.

Mudanças no Modelo de Negócios

A Americanas também está passando por uma mudança profunda no modelo de negócios. Antes da crise, a empresa apostava na expansão do marketplace e na oferta de um grande número de vendedores para ampliar escala no e-commerce. Agora, a companhia deixou de perseguir esse modelo e passou a usar o digital como extensão da operação física.

A prioridade passou a ser o modelo O2O (online to offline), que conecta as vendas digitais às lojas físicas por meio da retirada em loja e das entregas realizadas a partir das próprias unidades. Segundo o presidente da companhia, Fernando Soares, a margem dessa operação é cerca de três vezes superior à do marketplace tradicional.

Resultados

A estratégia começou a aparecer nos resultados, embora a reconstrução da Americanas ainda esteja longe de concluída. O primeiro trimestre mostrou avanço das vendas e maior disciplina no controle de despesas, ao mesmo tempo em que a companhia continua registrando prejuízo líquido.

A receita líquida cresceu 20,2% no primeiro trimestre, para R$ 3,1 bilhões, enquanto o lucro bruto avançou 16,6%, para R$ 834 milhões. O Ebitda ajustado voltou ao terreno positivo e somou R$ 15 milhões, revertendo o resultado negativo de R$ 26 milhões registrado no mesmo período de 2025.

A Americanas ainda tem um longo caminho a percorrer para recuperar sua saúde financeira e reconstruir sua imagem no mercado. No entanto, os primeiros sinais são positivos, e a empresa está trabalhando para convencer o mercado de que já é outra empresa.

  • A Americanas reduziu o tamanho da empresa e concentrou recursos em ativos estratégicos.
  • A empresa mudou seu modelo de negócios, priorizando o modelo O2O.
  • A receita líquida cresceu 20,2% no primeiro trimestre.
  • O Ebitda ajustado voltou ao terreno positivo.

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