Energia mais barata pressiona resultado da Axia; como ficam os dividendos?
A queda recente dos preços de energia deve pressionar o resultado da Axia Energia no segundo trimestre. O Goldman Sachs cortou a projeção de Ebitda ajustado para R$ 6,2 bilhões, ante R$ 6,7 bilhões anteriormente. No entanto, a revisão não afeta significativamente a projeção de dividendos da companhia.
Os analistas do Goldman atribuem a queda dos preços de energia a temperaturas mais baixas e chuvas mais fortes, que reduziram a demanda e aumentaram a oferta. No entanto, o impacto se concentra no trimestre, e a projeção de Ebitda para o ano de 2026 foi reduzida em apenas 3%.
Uma parte da queda de preços é compensada por mais energia disponível. As projeções da CCEE para o GSF subiram para cerca de 84% em 2026, ante 80% antes. Além disso, os preços de longo prazo não mudaram significativamente, com a curva para 2029 seguindo perto de R$ 250/MWh.
Para os investidores que buscam uma carteira diversificada com foco em proventos, a Axia Energia continua sendo uma opção atraente. O Goldman projeta que a companhia distribua entre 10% e 14% ao ano em dividendos e recompras de 2026 a 2028.
- A recomendação do Goldman segue de compra, com a Axia mantida como a geradora preferida no Brasil.
- O preço-alvo também não mudou, com o Goldman projetando R$ 67 para AXIA3, o que indica potencial de alta de cerca de 26% sobre o fechamento da última quarta-feira.
- O principal motivo para a recomendação é a grande parcela de energia que a empresa ainda tem para vender nos próximos anos, o que a torna a maior beneficiada quando os preços sobem no longo prazo.
Em resumo, a queda dos preços de energia não afeta significativamente a projeção de dividendos da Axia Energia, e a companhia continua sendo uma opção atraente para investidores que buscam uma carteira diversificada com foco em proventos.
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