Embraer (EMBJ3): JPMorgan Corta Preço-Alvo, mas Mantém Recomendação de Compra
O JPMorgan reduziu o preço-alvo das ações da Embraer (EMBJ3), mas manteve a recomendação equivalente à compra, apesar dos resultados do primeiro trimestre de 2026 terem levado a uma forte baixa nas ações. O banco ajustou suas projeções de lucro operacional e revisou para baixo o preço-alvo de dezembro de 2026 de Embraer.
O novo preço-alvo embute cerca de 33% de potencial de alta frente às cotações atuais. Quando a EVE, a subsidiária de mobilidade aérea urbana, é incluída na conta, o valor justo da Embraer sobe para US$ 88 por ADR, ou aproximadamente R$ 108 por ação.
Principais Catalisadores
No curto prazo, o banco enxerga uma série de gatilhos que podem destravar valor para a Embraer, incluindo:
- Campanhas na Índia: A companhia participa de negociações importantes tanto na aviação comercial quanto na defesa.
- Parceria com a Northrop Grumman: A Embraer se aliou à norte-americana Northrop Grumman para oferecer o C-390 como um “agile tanker” à Força Aérea americana.
- EVE em fase de testes e certificação: A EVE avança no cronograma de testes de voo e certificação regulatória.
A Embraer encerrou o último trimestre com um backlog de US$ 32,1 bilhões, alta de 22% em relação ao mesmo período do ano anterior. O volume de pedidos firmes é considerado um pilar importante da tese de investimento.
O banco alerta que a falta de novos anúncios relevantes pode funcionar como freio para a ação. A ausência de contratos adicionais ou, em um cenário mais negativo, o encerramento das negociações com a Índia sem resultados concretos são apontados como riscos à visão positiva.
A Embraer promove nesta semana uma agenda intensa com investidores em Nova York, apresentando seu portfólio, plano de produção e perspectivas para o restante de 2026. A expectativa do banco é que esse esforço de comunicação ajude a melhorar o sentimento em torno do papel, especialmente após as preocupações com a rentabilidade no primeiro trimestre.
A carteira de pedidos da Embraer é um dos principais motivos para a manutenção da recomendação de compra. O banco acredita que a empresa ainda tem espaço relevante de valorização, apoiada em margens em expansão e no potencial de sua subsidiária de mobilidade aérea urbana.
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