El Niño: SP Revisa Monitoramento Hídrico e Passa a Considerar Eventos Climáticos
O governo paulista anunciou mudanças na metodologia de monitoramento da segurança hídrica da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), que passará a considerar uma série histórica de 15 anos, incluindo períodos marcados por fenômenos climáticos como El Niño e La Niña.
A atualização busca ampliar a capacidade de antecipação de riscos em um cenário de mudanças climáticas e reforçar a segurança do abastecimento. A ampliação da série histórica, que antes começava em 2021, permitirá incorporar às projeções períodos de eventos climáticos extremos e episódios recentes de estiagem.
As alterações também preveem uma curva específica para o Sistema Cantareira, responsável por cerca de metade da disponibilidade hídrica do Sistema Integrado Metropolitano (SIM), além de mudanças na periodicidade de avaliação das faixas de contingência, que passarão a ser analisadas mensalmente pelas agências reguladoras.
- As faixas de atuação previstas permanecem inalteradas, variando de 1 a 7 e servindo de referência para medidas graduais de contingência.
- A faixa 1 prevê o Regime Diferenciado de Abastecimento (RDA), enquanto as faixas seguintes contemplam gestão de demanda noturna de 8, 10, 12, 14 e 16 horas e, por fim, rodízio entre regiões.
- Em todas elas também estão previstas medidas de comunicação e suporte à população.
A secretaria também atualizou o cronograma de obras voltadas à segurança hídrica, com entregas recentes da Sabesp, como as transferências Itapanhaú e Guaratuba, que acrescentaram 2,2 mil litros por segundo à oferta de água bruta.
Outros R$ 525 milhões estão sendo investidos na implantação de 31 reservatórios na Região Metropolitana de São Paulo. Até o fim de 2026, estão previstas intervenções nas ETAs Rio Grande e Baixo Cotia, com acréscimo conjunto de 1,5 mil litros por segundo à capacidade do sistema.
Para 2027, está prevista a conclusão da transposição Billings-Taiaçupeba, que adicionará mais 4 mil litros por segundo. Com essas mudanças, o governo paulista busca ampliar a capacidade de prevenção diante de cenários de escassez hídrica e aumentar a resiliência do sistema de abastecimento de água.
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