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Descoberta Arqueológica no Egito

O Egito anunciou recentemente a descoberta de uma cidade residencial da era bizantina bem preservada no deserto ocidental, entre as duas grandes descobertas arqueológicas feitas no Oásis de Dakhla e no sítio arqueológico de Marina el-Alamein, perto de Alexandria.

Essas descobertas são os mais recentes de uma série de achados que o governo egípcio espera transformar em impulso para o setor de turismo, vital para a economia do país e fortemente apoiado no apelo das antiguidades. O turismo é uma das principais fontes de divisas do Egito, que enfrenta dificuldades financeiras.

Detalhes da Descoberta

A descoberta no Oásis de Dakhla traz novos detalhes sobre a vida cotidiana, o desenvolvimento urbano e as atividades econômicas da região no século IV, quando o Egito integrava o Império Bizantino. Os bairros escavados incluem vias no sentido norte-sul cortadas por ruas leste-oeste, formando praças abertas e espaços públicos.

Na parte mais alta do assentamento, arqueólogos encontraram uma basílica datada de meados do século IV, com vista para as ruas principais, além dos restos de duas torres de vigia que protegiam a área. Também foi identificada uma estrutura fortemente fortificada, com grossas muralhas defensivas e diversas casas compostas por salões de recepção e telhados abobadados.

Outras Descobertas

Além disso, a equipe também encontrou fornos de pão, cozinhas e ferramentas de moagem de pedra, aparentemente usadas na produção de alimentos. Foram achadas ainda moedas de bronze bem preservadas com retratos de imperadores bizantinos, inscrições em latim e símbolos cristãos, além de moedas de ouro do reinado do imperador romano Constâncio II.

Em outra descoberta, arqueólogos encontraram 18 tumbas antigas em Marina el-Alamein, sítio arqueológico a cerca de 100 quilômetros a oeste de Alexandria. Foram identificados 11 túmulos escavados na rocha, com profundidade média de 8 metros, e sete túmulos construídos na superfície com calcário.

A descoberta de uma esfinge de gesso e um sarcófago de granito de 2,5 metros de comprimento, com restos mortais ainda em estudo, também foi anunciada. Além disso, foram achadas quatro moedas de ouro colocadas na boca de alguns dos mortos, prática conhecida como “língua de ouro”, associada às crenças funerárias da época.

Impacto no Turismo

O governo egípcio aposta nessas descobertas para reforçar a recuperação do turismo, após anos de turbulência política, violência posterior à revolta de 2011 e os impactos da pandemia de covid-19. Dados oficiais mostram que o Egito recebeu um recorde de 19 milhões de turistas no ano passado, alta de 21% em relação a 2024.

Nos quatro primeiros meses de 2026, o país registrou 6,1 milhões de visitantes, ante 5,7 milhões no mesmo período do ano anterior. Essas descobertas arqueológicas são um importante passo para o desenvolvimento do turismo no Egito e para a preservação da rica história e cultura do país.

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