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Economista Sincero na Groenlândia: “A palavra que eu mais escutei aqui foi Trump”

A Groenlândia no Centro da Geopolítica Mundial

A Groenlândia, a maior ilha do mundo e território autônomo do Reino da Dinamarca, se tornou um ponto focal na disputa geopolítica global. O economista Charles Mendlowicz, sócio da consultoria de wealth management Ticker Wealth e fundador do canal Economista Sincero, relata que a presença de delegações estrangeiras e equipes de jornalismo se tornou comum nas ruas e cafés da ilha.

De acordo com Mendlowicz, a palavra mais ouvida na Groenlândia é “Trump”, refletindo a grande atenção dada às intenções do presidente americano de adquirir o território. O especialista destaca que a ofensiva de Trump parece ter evoluído de uma retórica agressiva para uma fase de negociações sobre tarifas e acordos de defesa no âmbito da OTAN.

Interesses dos EUA na Região

Os principais interesses dos EUA na Groenlândia incluem:

  • Terras raras: minerais essenciais para a fabricação de semicondutores, painéis solares e infraestrutura de inteligência artificial (IA). A Groenlândia possui reservas significativas desses minerais, cruciais para a segurança nacional e econômica dos EUA.
  • Geopolítica e novas rotas comerciais: o aquecimento global está abrindo rotas marítimas antes inacessíveis, permitindo uma redução drástica no tempo de transporte entre a Ásia e a Europa. Além disso, a ilha abriga bases estratégicas para sistemas de alerta de mísseis, cruciais para a defesa da América do Norte.

A população da Groenlândia enfrenta um dilema, pois embora exista um forte desejo de maior autonomia em relação à Dinamarca, a ilha ainda depende de subsídios anuais significativos vindos de Copenhague. A dúvida é se a população está disposta a trocar essa dependência europeia por novos investimentos ou até uma anexação norte-americana.

O clima de indefinição ganhou contornos mais diplomáticos com a visita da primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, à Groenlândia, que reafirmou a soberania dinamarquesa sobre a ilha e a importância da cooperação militar e dos investimentos em defesa para frear o avanço russo e chinês no Ártico.

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