Economia Americana: Menos Dependente do Petróleo
A economia americana está menos dependente do petróleo do que nunca, graças a uma combinação de fatores que reduziram sua intensidade energética. Isso significa que a economia dos Estados Unidos usa menos energia por unidade de produção econômica do que no passado.
Um dos principais motivos para essa redução é a mudança na estrutura da economia americana. Atualmente, a economia depende mais de serviços como saúde, varejo e entretenimento, que exigem menos energia do que as indústrias manufatureiras. Além disso, as máquinas e veículos utilizados nos Estados Unidos são mais eficientes, o que também contribui para a redução do consumo de energia.
Algumas estatísticas ilustram essa tendência:
- O veículo leve novo médio faz 11,9 km por litro de gasolina, ante 5,53 em 1975.
- O consumo de gasolina cresceu até 2007 e depois se estabilizou à medida que os veículos elétricos ganharam espaço.
- A parcela do gasto do consumidor com gasolina em relação à renda disponível para gastos não essenciais diminuiu.
Além disso, os Estados Unidos se tornaram o maior produtor mundial de petróleo e gás, o que reduziu sua dependência do fornecimento do Oriente Médio. No entanto, não está claro se os perfuradores americanos estão dispostos a aumentar a produção para mitigar os efeitos da alta do petróleo na economia.
Outros fatores, como a concorrência de preços e as tarifas sobre aço e alumínio, também desestimulam o aumento da produção. Além disso, a indústria petrolífera americana não gera muitos benefícios para os trabalhadores dos Estados Unidos, pois as empresas aprenderam a operar com menos pessoas.
Em resumo, a economia americana depende menos do petróleo do que nunca, graças a uma combinação de fatores que reduziram sua intensidade energética. No entanto, a indústria petrolífera americana ainda enfrenta desafios, como a concorrência de preços e as tarifas sobre aço e alumínio.
É importante notar que a carteira de ações dos americanos não é mais dominada pela indústria de petróleo e gás, que agora representa apenas 3,2% do índice S&P 500.
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