Downstream em Alta: Goldman Sachs Aumenta Projeções para a Petrobras
A Petrobras, uma das maiores empresas de energia do Brasil, tem visto um aumento significativo em suas perspectivas financeiras devido ao desempenho do segmento de refino, também conhecido como downstream. Os analistas do Goldman Sachs, uma das principais instituições financeiras globais, revisaram suas projeções para cima devido à alta nos preços do diesel e à margem de refino.
De acordo com o relatório do Goldman Sachs, as margens globais de refino, especialmente para o diesel, atingiram níveis recordes e podem permanecer elevadas por mais tempo. Isso se deve a uma combinação de fatores, incluindo a baixa disponibilidade de estoques, a alta utilização das refinarias e as interrupções em refinarias russas. Além disso, riscos climáticos e temperaturas extremas também contribuem para o cenário favorável para os derivados.
- O spread do diesel atingiu cerca de US$ 80 por barril em julho, uma máxima histórica.
- As interrupções em refinarias russas podem continuar limitando a oferta global de diesel.
- Riscos climáticos e temperaturas extremas aumentam o risco de restrição da oferta de combustíveis.
Para a Petrobras, o impacto pode ser significativo, com o segmento de refino representando cerca de 25% do Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) consolidado da companhia em 2026. O Goldman Sachs estima que a margem Ebitda ajustada do refino pode alcançar cerca de US$ 21 por barril em 2026 e US$ 13 por barril em 2027.
Além disso, a sensibilidade dos resultados da estatal ao comportamento dos spreads também é significativa, com cada variação de US$ 5 por barril no spread do diesel podendo alterar em aproximadamente 1 ponto percentual o fluxo de caixa livre sobre valor de mercado (FCF yield) esperado para 2027.
O Goldman Sachs também atualizou suas projeções para o segundo trimestre, com expectativas de Ebitda ajustado de aproximadamente US$ 18 bilhões e distribuição de US$ 3,4 bilhões em dividendos. Além disso, o banco revisou para cima as projeções de lucro líquido para os próximos anos e elevou os preços-alvo para as ações da Petrobras.
Em resumo, o Goldman Sachs está mais otimista com a tese da Petrobras no segmento de refino, devido à alta nos preços do diesel e à margem de refino. Isso pode ter um impacto significativo nos resultados da companhia e nos preços das ações.
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