Reestruturação da Dexco: Redução de Linhas de Produtos e Venda de Ativos
A Dexco, dona das marcas Deca, Portinari, Hydra, Duratex e Castelatto, está passando por uma longa reestruturação dos negócios. O objetivo é melhorar a margem de lucro e reduzir as dívidas, que estão pesando sobre os resultados e gerando desconfiança entre analistas e investidores.
Após a publicação do balanço de 2025, as ações da Dexco caíram perto de 5%, figurando entre as maiores baixas da Bolsa. O desafio de recolocar os negócios no prumo é ainda maior diante do desaquecimento do mercado de materiais de construção e dos juros altos, que elevaram as despesas com empréstimos.
Desafios e Estratégias
Os analistas do BTG Pactual apontam que a reestruturação das linhas de revestimentos cerâmicos e de metais e louças sanitárias ainda é limitada. Além disso, a venda da base de florestas é vista como uma medida para reduzir a alavancagem, mas não é considerada uma solução definitiva para os problemas da empresa.
A Dexco teve uma queda de 64% no lucro líquido na passagem de 2024 para 2025, ficando em R$ 63 milhões. A receita líquida também não andou, estagnada em R$ 8,2 bilhões. A dívida líquida da companhia era de R$ 5,51 bilhões no quarto trimestre, recuo de 1,2% em relação ao trimestre anterior.
Medidas para Reduzir a Dívida
Ricardo Monegaglia, analista do Safra, considera fundamental a Dexco avançar na venda de ativos para reforçar a geração de caixa e o controle do endividamento. A empresa está vendendo bases florestais que não serão usadas por sua divisão de painéis de adeira e criou um novo braço empresarial, a Duratex Negócios Florestais (DNF), com o objetivo de expandir os negócios envolvendo a sua base de florestas e a produção de madeira.
As medidas incluem:
- Redução da linha de produtos
- Venda de ativos operacionais e não operacionais
- Expansão dos negócios envolvendo a base de florestas e a produção de madeira
A diretora de Administração e Finanças da Dexco, Lucianna Raffaini, reiterou que a desalavancagem é “prioridade máxima” e que a empresa espera reduzir a alavancagem de 3,35 vezes, no fechamento de 2025, para cerca de 2,7 vezes até dezembro.
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