Dólar cai a R$ 4,89, na contramão do exterior, após EUA rejeitarem proposta do Irã
O dólar comercial fechou a segunda-feira com leve baixa de 0,10%, aos R$ 4,8911, em uma sessão de liquidez limitada. Essa queda ocorreu apesar de o dólar ter sustentado ganhos ante algumas divisas de países emergentes no exterior, após os EUA rejeitarem a resposta do Irã à proposta de paz norte-americana.
No ano, a divisa dos EUA passou a acumular baixa de 10,89% ante o real. Já o dólar futuro para junho, que é o mais líquido no mercado brasileiro, subiu 0,03% na B3, aos R$ 4,9165, com apenas cerca de 128 mil contratos negociados até o fim da tarde.
A cotação do dólar comercial foi de:
- Compra: R$ 4,891
- Venda: R$ 4,891
O presidente dos EUA, Trump, classificou como “TOTALMENTE INACEITÁVEL” a resposta mais recente do Irã à sua proposta para encerrar o conflito de 10 semanas com os EUA. Em uma rede social, Trump escreveu que não gostou da resposta dos “representantes” do Irã.
Segundo o Wall Street Journal, o Irã se dispôs a enviar parte de seu estoque de urânio altamente enriquecido para um terceiro país, mas rejeitou desmantelar suas instalações nucleares. No entanto, Teerã contestou a reportagem, de acordo com a agência semioficial iraniana Tasnim.
No mercado financeiro brasileiro, a projeção para a inflação em 2026 foi elevada, e os juros mais altos em 2027 também foram previstos. A taxa projetada para o fim de 2026 aumentou em 13,00%, e para o encerramento de 2027 passou de 11,00% para 11,25%. Isso ocorre devido à continuidade da guerra no Oriente Médio e seus impactos inflacionários.
O diferencial de juros entre Brasil e outros países, como os EUA, cuja taxa hoje está na faixa de 3,50% a 3,75%, tem sido apontado como um dos fatores para a atração de investimentos ao país, o que converteu as cotações do dólar a patamares mais baixos ante o real nos últimos meses.
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