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Dólar: após subir 1,8% e fechar acima de R$ 5 em maio, o que esperar para junho?

Análise do Mercado de Câmbio

O dólar fechou o mês de maio acima de R$ 5, mais precisamente R$ 5,04, com um ganho de 1,82% no mês. No entanto, no ano, o dólar ainda acumula uma desvalorização de 8,13% em relação ao real. Isso se deve ao amplo diferencial de juros e à melhora dos termos de troca com a alta do petróleo.

De acordo com o diretor de pesquisa econômica do Pine, Cristiano Oliveira, a depreciação do real em maio foi causada por uma reprecificação dos juros globais após leituras elevadas de inflação ao produtor em abril em diversos países, especialmente nos EUA. Além disso, o fluxo cambial negativo e o aumento da volatilidade devido à questão eleitoral também contribuíram para a depreciação do real.

Fatores que Influenciam o Mercado de Câmbio

Os principais fatores que influenciam o mercado de câmbio incluem:

  • A alta das taxas dos Treasuries nos EUA, que tem atraído capital para os Estados Unidos e ajudado a manter o dólar relativamente valorizado.
  • O apetite renovado por ações de tecnologia, que tem contribuído para a valorização do dólar.
  • A guerra no Oriente Médio, que tem afetado os preços do petróleo e, consequentemente, o mercado de câmbio.

O estrategista-chefe da Avenue, William Castro Alves, ressalta que os EUA estão mais bem posicionados que a Europa para lidar com os efeitos da guerra, o que tem contribuído para a valorização do dólar.

Previsões para o Futuro

Os economistas do Bradesco projetam que o câmbio oscilará ao redor dos R$ 5 até o fim de 2027, com a taxa de câmbio oscilando entre R$ 5,03 e R$ 5,04. Já o superintendente de câmbio do Banco Rendimento, Jacques Zylbergeld, ressalta que a dinâmica do mercado de câmbio segue atrelada à “guerra diplomática” entre EUA e Irã.

O economista Robin Brooks, do Brookings Institute, observa que o choque nos preços do petróleo levou os investidores a rapidamente abandonarem as apostas em redução dos juros nos EUA e, mais recentemente, a cogitarem até mesmo aperto monetário. Com um acordo de paz no Oriente Médio, os preços do petróleo vão despencar, levando investidores a retomarem a expectativa de redução de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano).

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