Dividendos “gordos” em FIIs: Riscos e Análise
O recente caso do CACR11, que suspendeu o pagamento de dividendos em maio, chamou a atenção dos investidores para os riscos associados a dividendos elevados em Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs). Segundo analistas, é importante ir além da taxa de dividendos oferecida e avaliar fatores como qualidade dos ativos, diversificação, contratos, gestão e alavancagem.
Renato Pereira, CFP e sócio-fundador da Private Investimentos, destaca que a análise deve considerar elementos essenciais da estrutura do fundo, incluindo tamanho do fundo, diversificação, localização e qualidade dos ativos, características dos contratos, histórico de gestão, preço sobre valor patrimonial e índice de alavancagem.
- Tamanho do fundo: é importante avaliar o tamanho do fundo para entender sua capacidade de gerar dividendos.
- Diversificação: a diversificação dos ativos é fundamental para reduzir o risco de perda de valor.
- Localização: a localização dos ativos pode afetar o valor do fundo e a capacidade de gerar dividendos.
Além disso, é fundamental avaliar a geração recorrente de caixa dos fundos. A Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) é uma ferramenta importante para verificar se os dividendos distribuídos estão sendo sustentados pelas receitas do fundo.
Outro ponto importante é a necessidade de acompanhar a carteira de investimentos e entender o que está “embaixo do dividendo”. Isso inclui avaliar a qualidade dos ativos, a relação entre dívida e colateral (LTV), agentes envolvidos na operação, indexadores e liquidez.
Em resumo, os investidores devem ser cautelosos ao investir em FIIs com dividendos elevados e realizar uma análise detalhada da estrutura do fundo e da geração recorrente de caixa.
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