Dissidência no PT: Discussão sobre Federação com o PSOL
A possibilidade de o Partido dos Trabalhadores (PT) se federar com o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) para as eleições de outubro gerou um racha no diretório nacional do partido. A discussão começou após uma postagem da chefe de gabinete da presidência, Lígia Toneto, no grupo de Whatsapp do comando da sigla.
Em sua postagem, Lígia Toneto apontou a importância de reforçar o movimento em apoio à Federação de Esquerda, puxado pelos companheiros do PSOL. No entanto, a reação foi imediata, com mais de dez mensagens contra a proposta. O principal argumento é que o tema não foi discutido nas instâncias partidárias.
Reações e Argumentos
- Saulo Dias, secretário nacional de meio ambiente do partido, respondeu que estimular ou apresentar movimentos externos como se fossem um caminho já consolidado não contribui para o método coletivo que sempre caracterizou a construção das decisões no PT.
- A dirigente Natália de Sena Alves se queixou da falta de debate interno e disse que não debateram internamente esse assunto, considerando um erro o fato consumado que se criou.
- O presidente do PT, Edinho Silva, postou um vídeo no Instagram sobre o assunto, afirmando que o tema tem gerado muita polêmica e uma certa agressividade, o que considera desnecessário.
Edinho argumenta que os partidos conservadores estão se juntando no Congresso e isso exige uma resposta das legendas de esquerda. Afirma ainda que o debate sobre o futuro do país tem ocorrido na Câmara e, por isso, é necessário um agrupamento para responder ao cenário desfavorável atual.
O PSOL deve deliberar no sábado sobre a possibilidade de federação com o PT. O ministro da Secretaria Geral da Presidência, Guilherme Boulos, defende a união, mas há uma ala da sigla que rejeita a ideia.
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