Diretor brasileiro de Itaipu garante tarifa reduzida em 2027
O diretor-geral brasileiro de Itaipu, Enio Verri, afirmou que as negociações em torno do Anexo C do Tratado de Itaipu estão avançando e que a tarifa de energia gerada pela usina hidrelétrica binacional deve ser reduzida a partir de 2027.
Verri destacou que a ideia é anunciar a tarifa para o ano que vem ou para os próximos anos, dependendo da negociação e de como se monta a estrutura tarifária. Ele garantiu que, a partir do ano que vem, a tarifa de Itaipu será a menor do país.
O diretor-geral brasileiro lembrou que, em 2024, foi assinada uma ata entre os dois países prevendo que o valor da tarifa da energia da hidrelétrica consideraria apenas os custos operacionais da usina, ficando entre US$ 10 e US$ 12 por quilowatt/mês (kW/mês).
Algumas das principais características da negociação incluem:
- A tarifa comercializada pelo lado brasileiro é de US$ 17,66 kW/mês, viabilizada por um aporte extra de Itaipu, no valor de US$ 285 milhões.
- A estrutura tarifária está em vigor nos últimos anos por um acordo temporário e vale até o fim de dezembro.
- A revisão do Anexo C está sendo negociada diretamente pelas altas partes do país, que envolvem chanceleres e ministros de Minas e Energia dos dois lados.
Verri também destacou que a geração de energia a partir de Itaipu é igualmente dividida entre Brasil e Paraguai, mas o país vizinho não consome toda a sua cota de 50% e, por isso, tem interesse em aumentar o valor da tarifa. Já do lado brasileiro, o interesse vai no sentido oposto e o objetivo é oferecer energia mais barata aos consumidores.
A Itaipu representa cerca de 8% da energia consumida pelo Brasil e é a terceira maior usina hidrelétrica do planeta em capacidade. A usina passa por um processo de atualização tecnológica, que prevê 14 anos de implementação e cerca de US$ 900 milhões em investimentos totais previstos.
Enio Verri afirmou que a empresa está preparando uma licitação para contratar um estudo internacional sobre a possibilidade de aumentar a geração de energia, com a eventual instalação de mais duas turbinas, o que demanda complexos estudos de impacto socioambiental e econômico.
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