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Recuperação de Dinheiro Esquecido em Bancos

O volume de dinheiro esquecido por pessoas e empresas em bancos e outras instituições financeiras caiu para R$ 6,24 bilhões em maio, de acordo com dados divulgados pelo Banco Central (BC). Essa redução ocorreu após a transferência de R$ 5,7 bilhões para o Fundo Garantidor de Operações (FGO), utilizado para dar suporte ao programa Desenrola Brasil.

A principal razão para a queda foi a entrada em vigor da Lei 14.973/2024, que autorizou a transferência de recursos esquecidos que permaneceram sem pedido de resgate dentro do prazo estabelecido pelo governo. Mesmo após o repasse, o Banco Central afirma que bilhões de reais continuam disponíveis para saque por pessoas físicas e jurídicas que ainda não resgataram seus recursos.

Quanto Ainda Pode Ser Sacado?

Atualmente, ainda há R$ 6,24 bilhões disponíveis para devolução, sendo:

  • R$ 4,44 bilhões pertencem a 24,08 milhões de pessoas físicas;
  • R$ 1,8 bilhão pertence a 2,27 milhões de empresas.

Desde que o Sistema de Valores a Receber (SVR) foi criado, o Banco Central informa que R$ 15,47 bilhões já foram devolvidos aos titulares. Os recursos estão distribuídos entre diferentes instituições financeiras, com a maior parte concentrada nos bancos, que ainda possuem R$ 2,91 bilhões a devolver.

Onde Está o Dinheiro?

Além dos bancos, outros valores estão disponíveis em:

  • Administradoras de consórcio: R$ 2,25 bilhões
  • Cooperativas de crédito: R$ 586,7 milhões
  • Instituições de pagamento: R$ 311,5 milhões
  • Financeiras: R$ 106,3 milhões
  • Corretoras e distribuidoras: R$ 71 milhões
  • Outras instituições: R$ 8,8 milhões

Qualquer pessoa física ou empresa que tenha mantido relacionamento com bancos, cooperativas, financeiras, consórcios ou corretoras pode ter dinheiro esquecido. Os recursos podem ser provenientes de contas-correntes ou poupanças encerradas com saldo, tarifas cobradas indevidamente, parcelas de empréstimos cobradas em excesso, entre outros.

A consulta é gratuita e deve ser feita exclusivamente pelo SVR, do Banco Central. O procedimento é simples e pode ser realizado acessando o Sistema de Valores a Receber, informando CPF ou CNPJ e os dados solicitados, e verificando se existem valores disponíveis.

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