Deutsche Bank e Goldman Sachs Investem em Inteligência Artificial para Combater Má Conduta
O Deutsche Bank e o Goldman Sachs estão utilizando a chamada “agentic AI” (inteligência artificial agente/autônoma) para reforçar a vigilância sobre operações e rastrear possível má conduta. Essa tecnologia é projetada para planejar e agir de forma autônoma, ao contrário de chatbots de IA que apenas fornecem informações.
O Deutsche Bank está trabalhando com o Google Cloud para desenvolver um modelo de linguagem de grande porte (LLM) capaz de detectar anomalias em ordens, negociações e movimentos de mercado. O objetivo é sinalizar potenciais casos de abuso de mercado para um compliance officer humano. Além disso, o banco planeja usar um LLM para monitorar as comunicações de traders, profissionais de vendas e outros funcionários que lidam diretamente com clientes.
Outros bancos, como o Nomura Holdings, também estão explorando o uso de agentic AI para analisar operações e buscar sinais ou movimentos suspeitos no mercado. A ideia é reduzir custos e aumentar eficiência, substituindo sistemas legados e redesenho como fazem compliance.
Algumas das vantagens do uso de agentic AI incluem:
- Detecção de anomalias em ordens e negociações
- Monitoramento de comunicações de funcionários
- Redução de falsos positivos
- Aumento da eficiência e redução de custos
No entanto, a maioria dos bancos tem sido cautelosa com a tecnologia, adotando-a passo a passo. A agentic AI pode introduzir novas vulnerabilidades se não for rigidamente controlada, e é importante garantir que haja um humano checando e verificando tudo.
Em resumo, o uso de agentic AI para combater má conduta é uma tendência em crescimento no setor financeiro. Com a capacidade de planejar e agir de forma autônoma, essa tecnologia pode ajudar a reduzir falsos positivos e aumentar a eficiência, mas é fundamental garantir que haja controles rigorosos para evitar vulnerabilidades.
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