Desenrola Brasil: saiba como usar FGTS para pagar dívidas em atraso
O governo federal lançou o programa Desenrola Brasil, que permite aos trabalhadores usar parte dos recursos disponíveis do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para renegociar dívidas em atraso com bancos e instituições financeiras. O objetivo é diminuir os índices de inadimplência dos trabalhadores no Brasil.
A modalidade inédita de uso do FGTS para colocar as finanças em dia tem como expectativa movimentar até R$ 8,2 bilhões em recursos do FGTS, de acordo com números informados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O Ministério da Fazenda, que coordena o programa, esclarece que o uso do FGTS suspenderá temporariamente novos saques anuais e antecipações do saque-aniversário até a recomposição do saldo.
Quem pode acertar dívidas
O programa é destinado a trabalhadores formais com renda mensal de até cinco salários mínimos (R$ 8.105, em 2026) e clientes com dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026 e com atraso entre 91 dias e 720 dias (cerca de dois anos). Entram na lista as dívidas em atraso com cartão de crédito, cheque especial e Crédito Direto ao Consumidor (CDC).
- Trabalhadores formais com renda mensal de até cinco salários mínimos (R$ 8.105, em 2026)
- Clientes com dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026 e com atraso entre 91 dias e 720 dias (cerca de dois anos)
O que o Novo Desenrola Brasil oferece
Para possibilitar o pagamento parcial ou integral das dívidas atrasadas, o Novo Desenrola Brasil oferece condições diferenciadas e mais acessíveis ao trabalhador inadimplente, incluindo:
- Desconto de até 90% aplicados sobre o valor da dívida original
- Taxa máxima de juros de 1,99% ao mês
- Prazo de parcelamento de 12 a 48 vezes
- Consolidação das dívidas em uma única operação
Para aderir ao programa, o trabalhador deve autorizar o acesso das instituições financeiras onde tem as dívidas ao saldo do FGTS para pagar dívidas, diretamente no aplicativo do FGTS. Depois da autorização, o trabalhador deve procurar o banco e outras instituições financeiras nas quais tenha dívidas e pedir adesão ao programa.
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