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Impacto do Programa “Desenrola Adimplentes” para os Bancos Brasileiros

O governo brasileiro recentemente anunciou um novo conjunto de medidas para ampliar o acesso ao crédito no país, incluindo o programa “Desenrola Adimplentes”. Esse programa visa ajudar pessoas com empréstimos em dia ou com atraso de até 90 dias, oferecendo garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO). Analistas do UBS BB e do JPMorgan avaliam que essas mudanças devem aumentar a concorrência entre os bancos e reduzir os retornos do crédito consignado privado.

De acordo com os analistas do UBS BB, o novo consignado privado cria um produto de risco substancialmente menor, mas também com retorno significativamente reduzido para as instituições financeiras. A rentabilidade do novo produto deve ficar próxima de 18%, contra cerca de 40% observados no modelo anterior. Além disso, a plataforma da Carteira de Trabalho Digital (CTPS) pode aumentar a concorrência entre os bancos, permitindo que os clientes comparem ofertas de diferentes instituições em um único ambiente.

  • O programa “Desenrola Adimplentes” oferece garantia do FGO para trabalhadores informais com empréstimos de até R$ 15 mil.
  • O novo consignado privado tem teto de juros de 1,99% ao mês e inadimplência em torno de 2%.
  • A plataforma da CTPS pode aumentar a concorrência entre os bancos e pressionar os spreads do segmento.

Já o JPMorgan adotou uma visão mais cautelosa, classificando o pacote como uma “primeira leitura negativa” para os bancos brasileiros. A principal preocupação está no teto de juros de 1,99% ao mês para operações com garantia ampliada do FGTS. Além disso, o banco questiona a lógica de conceder níveis diferentes de garantia dependendo do canal de contratação.

Em comum, UBS BB e JPMorgan concordam que o novo consignado privado deve reduzir o custo do crédito para trabalhadores formais e aumentar a competição entre instituições financeiras. No entanto, a divergência está principalmente na percepção sobre os efeitos para os bancos, com o UBS BB vendo ganhos decorrentes da melhora das garantias e o JPMorgan enfatizando o potencial impacto negativo sobre margens e receitas do setor.

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