Desenrola 2.0: Um Plano para Reduzir o Endividamento das Famílias
O governo federal lançou a nova etapa do Desenrola Brasil, com o objetivo de reduzir o endividamento das famílias e impor novas obrigações às instituições financeiras participantes. O programa terá três principais fontes de custeio, com um custo estimado em R$ 23,2 bilhões.
A estratégia do governo é atacar diretamente as dívidas com maior custo financeiro e maior incidência de inadimplência. O programa combina três fontes de recursos: Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), Fundo Garantidor de Operações (FGO) e valores esquecidos por clientes em instituições financeiras.
Fontes de Recursos
- FGTS: pode aportar até R$ 8,2 bilhões
- FGO: já conta com cerca de R$ 2 bilhões disponíveis e pode receber um reforço adicional de até R$ 5 bilhões
- Valores esquecidos: entre R$ 5 bilhões e R$ 8 bilhões em recursos não resgatados por correntistas
O modelo prevê que esses recursos funcionem como garantia de crédito. Caso o devedor não cumpra o pagamento, o fundo cobre parte da perda das instituições financeiras. Isso permite substituir dívidas com juros elevados, como cartão de crédito e cheque especial, por novas condições mais baratas.
O novo programa prevê descontos entre 30% e 90% nas dívidas renegociadas, com juros limitados a 1,99% ao mês. A expectativa do governo é que a combinação de garantias públicas e abatimentos incentive a adesão das instituições financeiras e amplie o alcance do programa.
Na primeira edição do Desenrola, encerrada em 2024, cerca de 15 milhões de pessoas renegociaram R$ 53 bilhões em dívidas. Apesar do volume, o impacto sobre o total de inadimplentes foi limitado, o que levou o governo a redesenhar o programa para atingir uma parcela maior da população endividada.
Este conteúdo pode conter links de compra.
Fonte: link