Desenrola 2.0: Uma Nova Etapa para Reduzir o Endividamento das Famílias
O governo federal lançou a nova etapa do Desenrola Brasil, com foco em reduzir o endividamento das famílias e impor novas obrigações às instituições financeiras participantes. A adesão dos bancos ao programa está condicionada a um conjunto de contrapartidas que vão além da renegociação de dívidas.
Entre as exigências, está a obrigatoriedade de retirar o nome de inadimplentes dos cadastros negativos para dívidas de até R$ 100 e também após a renegociação dos débitos incluídos no programa. Isso busca acelerar a recuperação de crédito dos consumidores e facilitar o retorno ao sistema financeiro.
Principais Exigências do Desenrola 2.0
- Retirar o nome de inadimplentes dos cadastros negativos para dívidas de até R$ 100;
- Destinar 1% do valor garantido pelo Fundo Garantidor de Operações (FGO) para ações de educação financeira;
- Restrição ao uso de crédito para apostas online;
- Renegociação de dívidas mais caras, como cartão de crédito, cheque especial, crédito pessoal e contratos do Fies, com juros limitados a 1,99% ao mês e descontos que podem chegar a 90% sobre o valor total devido.
Além disso, os participantes poderão utilizar até 20% do saldo do FGTS para quitar parte das dívidas, mediante autorização. A expectativa do governo é que a combinação de abatimentos elevados e novas fontes de pagamento aumente a adesão ao programa.
O lançamento do Desenrola 2.0 ocorre em um cenário de pressão sobre as finanças das famílias, com o endividamento atingindo 49,9% da renda anual em fevereiro, o maior nível da série histórica iniciada em 2005, de acordo com dados do banco central. A iniciativa também tem impacto político, ao tentar responder à percepção de que a melhora de indicadores macroeconômicos não tem se refletido no orçamento das famílias.
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