Desafeto de Trump, ex-assessor de Segurança Nacional é indiciado nos EUA
O ex-assessor de Segurança Nacional de Donald Trump, John Bolton, foi indiciado sob a acusação de ter manuseado indevidamente informações confidenciais. Essa é a terceira vez nas últimas semanas que o Departamento de Justiça garantiu acusações criminais contra um crítico do presidente republicano.
O indiciamento, apresentado no tribunal federal de Maryland, imputa a Bolton oito acusações de transmissão de informações de defesa nacional e 10 acusações de retenção de informações de defesa nacional, todas em violação à Lei de Espionagem. Cada acusação é passível de punição de até 10 anos de prisão se Bolton for condenado.
Trump, que fez campanha para a Presidência com uma promessa de retaliação, dispensou normas de décadas criadas para isolar a aplicação da lei federal de pressões políticas. Nos últimos meses, ele pressionou ativamente o Departamento de Justiça a apresentar acusações contra seus supostos adversários.
Bolton foi embaixador dos EUA na Organização das Nações Unidas e assessor de Segurança Nacional da Casa Branca durante o primeiro mandato de Trump, antes de emergir como um dos críticos mais veementes do presidente. Ele descreveu Trump como desqualificado para ser presidente em um livro de memórias que lançou no ano passado.
Os promotores disseram que Bolton compartilhou mais de mil páginas de informações sobre suas atividades diárias como assessor de Segurança Nacional, incluindo informações ultrassecretas, com duas pessoas não autorizadas. O indiciamento não mencionou os destinatários.
Além disso, os promotores disseram que um “ator cibernético” ligado ao governo iraniano invadiu o email pessoal de Bolton depois que ele deixou o serviço governamental e acessou informações confidenciais.
As acusações contra Bolton incluem:
- 8 acusações de transmissão de informações de defesa nacional
- 10 acusações de retenção de informações de defesa nacional
O próprio Trump já foi indiciado por violações da Lei de Espionagem por supostamente transportar registros confidenciais para sua casa na Flórida depois de deixar a Casa Branca em 2021.
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