Deputados acusam procuradora-geral dos EUA de ocultar nomes de associados de Epstein
Um parlamentar republicano acusou a procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, de ocultar os nomes de associados poderosos do falecido financista e criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein. A acusação foi feita durante uma audiência acalorada perante um painel da Câmara dos Deputados dos EUA.
O deputado Thomas Massie, republicano do Kentucky, questionou por que o nome do bilionário Leslie Wexner foi suprimido em um documento do FBI que lista possíveis co-conspiradores na investigação de tráfico sexual envolvendo Epstein. Bondi respondeu que o nome de Wexner apareceu várias vezes em outros arquivos divulgados pelo departamento e que o DOJ revelou seu nome no documento “em 40 minutos” após Massie identificá-lo.
Reclamações de censuras excessivas
Os deputados reclamaram que as edições nos arquivos parecem ir além das isenções limitadas permitidas por uma lei aprovada quase por unanimidade pelo Congresso em novembro. O departamento também se recusou a publicar um grande volume de material, alegando privilégios legais.
Os principais pontos de discussão incluem:
- A quantidade de material sobre Epstein que o departamento censurou e reteve;
- A falta de transparência sobre os nomes de associados poderosos de Epstein;
- A possibilidade de que o Departamento de Justiça esteja protegendo indivíduos ricos e poderosos.
Bondi respondeu às críticas com ataques pessoais aos parlamentares e elogios ao presidente Donald Trump. Ela disse que mais de 500 advogados do Departamento de Justiça trabalharam em um prazo apertado para revisar uma grande quantidade de material.
A aparição de Bondi perante o painel controlado pelos republicanos ocorreu um dia depois que um grande júri federal se recusou a indiciar seis parlamentares democratas por um vídeo que eles fizeram instando as Forças Armadas dos EUA a não cumprirem ordens ilegais.
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