Auditoria no Itamaraty
O deputado federal Kim Kataguiri solicitou ao Tribunal de Contas da União (TCU) uma auditoria sobre os gastos de US$ 2,5 milhões com auxílio-moradia de 30 servidores do Itamaraty que trabalharam na Missão do Brasil junto às Nações Unidas em Nova York em 2024.
Segundo o parlamentar, os motivos para a solicitação incluem “ineficiência operacional”, ausência de balizamento de mercado, concentração de recursos sem supervisão ativa e inércia administrativa. Além disso, Kataguiri pediu a oitiva do Ministério Público Junto ao TCU sobre o caso.
O Itamaraty, por sua vez, afirmou que não foi notificado do ofício mencionado e, portanto, não pode comentar o caso. No entanto, o ministro Mauro Vieira havia respondido anteriormente a um pedido de informações sobre o gasto com auxílio-moradia de servidores em 2024, alegando que o fator de conversão adotado para Nova York é adequado devido aos altos valores de aluguel na cidade.
Motivos da Auditoria
Os principais motivos que levaram o deputado a solicitar a auditoria incluem:
- Inexistência de um cronograma de fiscalização, o que impede a detecção tempestiva de eventuais distorções ou pagamentos indevidos.
- Ausência de supervisão ativa sobre os recursos movimentados pelos servidores.
- Inércia administrativa em relação à gestão de riscos.
O deputado argumenta que a postura de aguardar “notícias de suspeitas” para só então auditar caracteriza uma gestão de riscos passiva, e que em uma unidade que movimenta recursos milionários com contratos descentralizados, a auditoria deve ser rotina preventiva.
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