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Departamento do governo Trump é acusado de ecoar slogan nazista em post oficial

Controvérsia no Governo Trump

O Departamento do Trabalho dos Estados Unidos, sob o governo de Donald Trump, está no centro de uma nova controvérsia após publicar uma mensagem nas redes sociais que foi comparada a slogans da propaganda nazista. A postagem, feita no sábado, trazia a frase “Uma pátria. Um povo. Uma herança. Lembre-se de quem você é, americano”, acompanhada por um vídeo com imagens de guerras envolvendo os EUA e a estátua de George Washington.

A reação foi imediata, com usuários e analistas apontando semelhanças com o lema “Ein Volk, ein Reich, ein Führer” (“Um povo, um império, um líder”), utilizado pelo regime de Adolf Hitler para promover a ideia de unidade nacional associada à supremacia racial. Críticos afirmaram que a escolha da linguagem carrega um histórico associado à violência e ao autoritarismo, enquanto defensores do governo classificaram as acusações como exageradas.

Uso de Linguagem Nacionalista

O episódio se soma a uma sequência de publicações feitas por órgãos federais que abandonaram o tom institucional tradicional e passaram a adotar mensagens com forte carga nacionalista. O próprio Departamento do Trabalho tem reforçado, em suas comunicações, a ideia de priorização de americanos nascidos nos EUA. Além disso, a pasta compartilhou conteúdos de veículos alinhados ao discurso anti-imigração, sugerindo que estrangeiros estariam perdendo espaço no mercado formal.

Outras mensagens também chamaram atenção por associações simbólicas, como a publicação de uma versão antiga da bandeira dos Estados Unidos, conhecida como Betsy Ross, símbolo que tem sido apropriado por grupos de extrema-direita como representação de uma “América original”. A legenda reforçava o slogan “América em primeiro lugar”, marca central do trumpismo.

Repercussão e Críticas

Procurada após a repercussão negativa, uma porta-voz do Departamento do Trabalho afirmou que classificar mensagens patrióticas como propaganda nazista seria uma reação exagerada. No entanto, a publicação segue sendo citada por organizações de direitos civis e analistas como exemplo do endurecimento do discurso oficial e da politização extrema da comunicação institucional nos Estados Unidos.

Alguns pontos-chave sobre a controvérsia incluem:

  • Uso de linguagem nacionalista e simbólica associada à extrema-direita;
  • Comparação com slogans da propaganda nazista;
  • Criticas à politização extrema da comunicação institucional;
  • Defesas do governo classificando as acusações como exageradas.

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