Delegada Presa: Uma História de Conexões Suspeitas
A delegada Layla Lima Ayub, presa recentemente sob suspeita de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC), tem um histórico que levanta muitas questões. De acordo com registros da Ordem dos Advogados do Brasil, Layla atuou como advogada em processos criminais no Pará e moveu ações administrativas contra o Estado do Espírito Santo, mesmo enquanto era policial militar.
Essa dualidade de papéis é apenas o início de uma história complexa. A investigação apura a atuação da delegada em favor da facção criminosa, incluindo vínculos pessoais e profissionais com integrantes do PCC. Layla admitiu manter ligação com a facção e confirmou que seu namorado é integrante do PCC.
Atuação como Advogada
Como advogada, Layla atuou em processos relacionados a tráfico de drogas, associação para a produção e o tráfico, homicídio qualificado, ameaça, furto qualificado e crimes previstos no Sistema Nacional de Armas. Ela representou réus em ações penais, participou de audiências de instrução e apresentou pedidos de revogação de prisão preventiva.
Um caso específico chama a atenção: Layla atuou como advogada de defesa em uma ação penal por homicídio qualificado. Ela representou o réu em audiência de instrução e apresentou pedido de revogação da prisão preventiva. Essa atuação é apenas um exemplo de como Layla esteve envolvida com lideranças da facção do PCC no Estado do Pará.
Conexões com o PCC
A investigação sugere que Layla foi cooptada por um indivíduo específico do PCC durante seu trabalho como advogada. Seu relacionamento amoroso com um integrante do PCC aprofundou sua conexão com a facção. O promotor Carlos Gaya afirma que Layla passou a atuar em favor das lideranças da facção no Pará, o que a levou a ser cooptada.
Além disso, Layla realizava múltiplas visitas a presos, inclusive aqueles para os quais ela não tinha procuração para atuar. Essa conduta levanta suspeitas sobre a natureza de suas relações com os presos e a facção.
Processos contra o Estado
Layla também moveu ações administrativas contra o Estado do Espírito Santo. Em 2017, ela ingressou com ação para cobrar auxílio-alimentação como policial militar, mas o pedido foi julgado improcedente. Em 2019, ela ajuizou nova ação administrativa buscando indenização por acidente de serviço sofrido enquanto atuava na Polícia Militar, mas a Justiça negou o pedido.
Esses processos mostram que Layla não hesitou em questionar ações do Estado, mesmo enquanto era policial militar. Isso levanta questões sobre sua lealdade e compromisso com a instituição.
Em resumo, a história de Layla é complexa e envolve conexões suspeitas com o PCC, atuação como advogada em processos criminais e processos contra o Estado. A investigação continua a apurar a extensão de suas atividades e as implicações para a segurança pública.
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