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Déficit em Contas Externas do Brasil

O déficit em contas externas do Brasil foi de US$ 3,185 bilhões em maio, de acordo com informações divulgadas pelo Banco Central (BC). Esse valor representa uma estabilidade em comparação ao mesmo mês de 2025, quando o déficit alcançou US$ 3,318 bilhões nas transações correntes.

As transações correntes incluem compras e vendas de mercadorias e serviços, bem como transferências de renda com outros países. Em maio deste ano, houve um aumento de US$ 514 milhões no superávit da balança comercial de bens, com altas de 6,4% nas exportações e de 5,9% nas importações.

Detalhes do Déficit

  • O déficit em serviços, que inclui viagens, transporte, aluguel de equipamentos, serviços de telecomunicação e de propriedade intelectual, subiu US$ 543 milhões.
  • O déficit em renda primária, que abrange pagamento de lucros e dividendos de empresas, além de juros e salários, manteve-se em patamares semelhantes àqueles observados em maio de 2025.
  • O superávit em renda secundária, que é gerada em uma economia e distribuída para outra, como doações e remessas de dólares, também se manteve estável.

Nos 12 meses encerrados em maio, o resultado negativo nas transações correntes somou US$ 64,143 bilhões, o que corresponde a 2,6% do Produto Interno Bruto (PIB). Em relação ao período equivalente terminado em maio de 2025, houve uma redução no déficit.

De acordo com o Banco Central, as transações correntes apresentam um cenário robusto e têm tendência de redução no déficit em 12 meses desde setembro de 2025. Além disso, o resultado negativo das contas externas está financiado por capitais de longo prazo, principalmente pelos investimentos diretos no país (IDP), que têm fluxos e estoques de boa qualidade.

Investimentos e Reservas

O IDP somou US$ 7,974 bilhões em maio deste ano, ante US$ 3,863 bilhões em igual mês de 2025. Em 12 meses até maio, esses investimentos diretos ficaram em US$ 83,312 bilhões (3,38% do PIB).

No caso dos investimentos em carteira no mercado doméstico, houve saída líquida de US$ 5,227 bilhões no mês passado. Já o estoque de reservas internacionais atingiu US$ 371,1 bilhões em maio, aumento de US$ 4,2 bilhões em comparação ao mês anterior.

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