Defesa de Roberta Luchsinger nega repasses a Lulinha em depoimento à PF
A empresária Roberta Luchsinger prestou depoimento à Polícia Federal (PF) e negou ter feito pagamentos a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A declaração foi divulgada pela defesa da empresária após o depoimento.
Roberta Luchsinger permaneceu cerca de 50 minutos em oitiva por videoconferência e respondeu a questionamentos sobre sua relação com Lulinha e com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como operador central do esquema de fraudes bilionárias em descontos de aposentados e pensionistas do INSS.
A defesa afirma que a empresária reconheceu amizade com Fábio Luís e sua esposa, mas negou qualquer vínculo financeiro. “Nunca repassou qualquer valor a Fábio ou a quem quer que seja”, diz o comunicado divulgado pelos advogados.
Investigação
A investigação apura se parte dos recursos poderia ter chegado a Lulinha. A suspeita ganhou força após a PF detectar pagamentos de R$ 1,5 milhão feitos pelo “Careca do INSS” à empresária entre novembro de 2024 e março de 2025.
Os investigadores também analisam uma mensagem atribuída a Antônio Camilo em que ele menciona a necessidade de efetuar “mais uma parcela” de R$ 300 mil. Além disso, um ex-funcionário do empresário afirmou em depoimento à PF que ouviu de Antônio Camilo que existiria uma “mesada” de R$ 300 mil destinada a Lulinha.
Defesa
Os advogados de Roberta sustentam que a empresária desconhecia qualquer irregularidade envolvendo Antônio Camilo Antunes quando prestava serviços a ele ligados ao mercado de canabidiol. Segundo a nota, ela atuava em temas de regulação do setor e foi “devidamente remunerada” por isso.
A defesa afirma ainda que o empresário era conhecido no ramo farmacêutico e que, à época da contratação, não havia suspeitas públicas ou processos relacionados a fraudes previdenciárias.
- A defesa de Roberta Luchsinger nega repasses a Lulinha.
- A empresária reconheceu amizade com Fábio Luís e sua esposa.
- A investigação apura se parte dos recursos poderia ter chegado a Lulinha.
A defesa fala em “campanha difamatória” e afirma que a empresária interrompeu qualquer relação profissional com Antônio Camilo após a deflagração da Operação Sem Desconto.
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