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Decisões do Ministro Sidônio Baseadas em Pesquisas Causam Incômodo entre Aliados

O ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Sidônio Palmeira, tem utilizado pesquisas e monitoramento de redes sociais para nortear decisões do governo e sugerir alianças nos estados. Essa abordagem, no entanto, tem gerado incômodo entre alguns aliados e auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A principal crítica é que as iniciativas de Sidônio extrapolam a área de comunicação e levam o governo a tomar decisões baseadas no “humor efêmero do eleitor” captado por meio das plataformas digitais, em vez de cálculos políticos aprofundados. Isso tem levado a questionamentos sobre a eficácia e a conveniência de algumas dessas decisões.

Influência e Conflitos

Sidônio goza de ampla confiança do presidente Lula, o que lhe dá uma grande influência nas decisões do governo. Como marqueteiro da campanha vitoriosa de 2022, ele construiu uma relação estreita com o presidente. No entanto, essa influência também tem gerado conflitos com outros ministros e lideranças do PT.

Um exemplo recente é a sugestão de colocar o senador Cleitinho Azevedo como opção para ser o candidato de Lula ao governo de Minas Gerais, o que foi visto com ressalvas por lideranças do PT devido à oposição de Cleitinho ao partido e seu alinhamento com o bolsonarismo.

Outras Iniciativas Questionadas

Além disso, Sidônio já havia causado mal-estar com a ideia de criar uma secretaria vinculada à Casa Civil voltada à segurança pública, o que foi apresentado como resposta à preocupação com o tema gerada pela população após a operação policial letal no Rio. Essa sugestão foi mal recebida pelo então ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski.

Em janeiro de 2025, Sidônio também convenceu o presidente a editar uma medida provisória para revogar a norma da Receita Federal que havia instituído a fiscalização de transações via Pix, o que ajudou a consolidar informações falsas de que o governo tinha a ideia de taxar o Pix.

É discutida a hipótese de o ministro se juntar à campanha eleitoral apenas no meio do ano, após o PT contratar o marqueteiro Raul Rabelo, sócio de Sidônio, para cuidar da pré-campanha.

  • As decisões baseadas em pesquisas têm gerado incômodo entre aliados e auxiliares do presidente.
  • A influência de Sidônio nas decisões do governo é atribuída à sua confiança com o presidente.
  • Algumas iniciativas, como a sugestão de aliança com Cleitinho Azevedo, têm sido questionadas por lideranças do PT.

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