Denúncia contra Marcelo Freixo
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) apresentou uma denúncia à Comissão de Ética da Presidência da República contra o presidente da Embratur, Marcelo Freixo. A acusação se refere ao financiamento do desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que irá homenagear o presidente Lula (PT) na Sapucaí.
De acordo com a denúncia, a Embratur repassou R$ 1 milhão para cada uma das agremiações ligadas à Liga das Escolas de Samba (Liesa), totalizando R$ 12 milhões. A senadora alega que isso configura uma instrumentalização da máquina pública para fins políticos e quebra de deveres éticos do cargo.
Defesa de Freixo
Marcelo Freixo saiu em defesa do patrocínio da Embratur à Liesa, afirmando que o repasse é um investimento para promover o Carnaval brasileiro no exterior, atrair turistas e movimentar a economia. Ele também argumentou que o valor é o mesmo do ano passado e que o governo do estado e a prefeitura também investem no evento.
Além disso, Freixo participou de um ensaio técnico da escola de samba, usando uma camisa com o rosto de Lula. Isso foi visto como um favorecimento político e quebra de deveres éticos do cargo.
Reações
A denúncia feita por Damares Alves não foi a única reação ao patrocínio da Embratur à Liesa. O Novo também protocolou uma representação no Tribunal de Contas da União, pedindo a suspensão do envio da verba para a Acadêmicos de Niterói.
No entanto, o ministro Aroldo Cedraz negou o pedido, argumentando que os aportes financeiros à Liesa seriam fruto de um termo de cooperação para promover a visibilidade internacional do Brasil como destino turístico.
- A denúncia apresentada por Damares Alves é mais um capítulo na disputa política em torno do Carnaval.
- O patrocínio da Embratur à Liesa é visto como um investimento para promover o turismo e a economia.
- A participação de Marcelo Freixo no ensaio técnico da escola de samba foi vista como um favorecimento político.
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