CVM Sabia do Caso Master Antes de 2022 e Abriu Vários Processos
O presidente interino da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), João Accioly, revelou que o órgão estava ciente de possíveis irregularidades no Banco Master antes de 2022 e que havia aberto processos de apuração para investigar essas questões. No entanto, ele destacou que a falta de recursos tem sido um obstáculo significativo para concluir esses processos de forma ágil.
Em seu depoimento ao grupo de trabalho da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, Accioly enfatizou a dedicação dos servidores da CVM, que trabalham além da capacidade máxima, e ressaltou a necessidade de investimentos em recursos tecnológicos para apoiar esses esforços. Ele também chamou a atenção para a complexidade do caso Master, destacando que o banco não foi apenas vítima de uma fraude, mas sim um “promotor ativo” das irregularidades.
Entre as ações tomadas pela CVM, Accioly mencionou a identificação de relatórios com ressalvas sobre o Banco Master e a abertura de 24 processos que investigam as negociações entre o Master e o BRB. Além disso, ele defendeu a importância da transparência em relação aos cotistas de fundos, comparando-a à transparência exigida para sócios de empresas. “Por que o fundo não tem os cotistas abertos? É algo que deve, no mínimo, ser debatido”, questionou.
- A CVM sabia das irregularidades no Banco Master antes de 2022.
- Foram abertos vários processos de apuração, incluindo 24 que miram as negociações entre o Master e o BRB.
- A falta de recursos é um desafio para concluir esses processos de forma eficiente.
Essas declarações do presidente interino da CVM destacam a complexidade do caso Master e a necessidade de uma abordagem mais transparente e eficaz para lidar com irregularidades financeiras. A busca por soluções que melhorem a eficiência e a transparência nos mercados financeiros é fundamental para proteger os investidores e garantir a integridade do sistema financeiro.
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