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Cunha diz desconhecer irregularidades de emendas: “legítima interlocução política”

Caso Eduardo Cunha: Defesa Alega Desconhecimento de Irregularidades em Emendas

A defesa de Eduardo Cunha, ex-deputado federal e ex-presidente da Câmara dos Deputados, afirmou que ele desconhece qualquer irregularidade na tramitação de emendas parlamentares, conforme apontado pela Polícia Federal (PF). A investigação sugere que Cunha e Valdemar Costa Neto, presidente do PL, utilizaram a mesma operadora dentro da Câmara para influenciar a destinação das emendas.

A defesa de Cunha ressalta que a Procuradoria-Geral da República (PGR) considerou prematuro o bloqueio das contas de Cunha e que a defesa rejeita a tentativa de equiparar a legítima interlocução política ao exercício clandestino de mandato parlamentar. Além disso, a defesa afirma que Cunha não apresentou, subscreveu ou formalizou nenhuma das emendas mencionadas na decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), de bloquear bens de Cunha até o limite de R$ 6 milhões.

Investigação e Acusações

A Polícia Federal identificou pelo menos 21 emendas indicadas por Cunha em 2025, com um valor total de R$ 6,15 milhões, destinados a municípios de Minas Gerais no âmbito do orçamento secreto. A decisão do ministro Flávio Dino afirma que as evidências reunidas até o momento indicam que Cunha atuava como um agente privado com influência política equivalente ou até superior a dos parlamentares em exercício, direcionando recursos federais sem qualquer autorização institucional.

A defesa de Cunha argumenta que o montante de R$ 6,15 milhões corresponde ao valor global das emendas questionadas, destinadas a municípios ou outros beneficiários públicos, e que nem mesmo a decisão imputa recebimento de qualquer vantagem a Eduardo Cunha.

  • A defesa de Cunha alega que ele desconhece irregularidades na tramitação de emendas parlamentares.
  • A Polícia Federal identificou 21 emendas indicadas por Cunha em 2025, com um valor total de R$ 6,15 milhões.
  • A decisão do ministro Flávio Dino afirma que Cunha atuava como um agente privado com influência política equivalente ou até superior a dos parlamentares em exercício.

A defesa de Cunha rejeita as acusações e afirma que a legítima interlocução política não pode ser confundida com o exercício clandestino de mandato parlamentar. O caso continua em investigação e a defesa de Cunha promete esclarecer os fatos e demonstrar a inocência do ex-deputado.

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