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Cuidados paliativos no câncer: por que devem começar no diagnóstico e como melhoram a qualidade de vida

Cuidados Paliativos no Câncer: Melhorando a Qualidade de Vida

Os cuidados paliativos no câncer têm ganhado relevância no Brasil e no mundo como uma estratégia essencial para melhorar a qualidade de vida de pacientes e familiares. No entanto, ainda existe um equívoco comum: associar essa abordagem exclusivamente ao fim da vida.

Na prática, especialistas reforçam que os cuidados paliativos devem ser iniciados desde o diagnóstico, atuando em conjunto com terapias como quimioterapia, radioterapia e tratamentos-alvo. O termo “paliativo” deriva do latim pallium, que significa “manto” — uma metáfora para proteção e acolhimento diante de doenças graves.

O que são Cuidados Paliativos no Câncer?

Segundo o oncologista Dr. Rodrigo Coutinho Mariano, “Não se trata de desistir do tratamento. O cuidado paliativo tem como principal objetivo melhorar a qualidade de vida do paciente e de sua família, atuando no controle de sintomas e no suporte emocional”. Essa abordagem envolve uma atuação multiprofissional, incluindo médicos, enfermeiros, psicólogos e outros especialistas, com foco não apenas na doença, mas nos impactos:

  • Físicos (dor, fadiga, náuseas);
  • Emocionais (ansiedade, medo, depressão);
  • Sociais (impacto familiar e financeiro);
  • Espirituais.

Por que Iniciar os Cuidados Paliativos desde o Diagnóstico?

Evidências clínicas mostram que a integração precoce dos cuidados paliativos traz benefícios concretos, como:

  • Melhor controle de sintomas;
  • Maior adesão ao tratamento oncológico;
  • Redução de internações desnecessárias;
  • Melhora da qualidade de vida geral.

Além disso, os cuidados paliativos ajudam a minimizar efeitos colaterais de terapias agressivas, tornando o tratamento mais tolerável.

Saúde Mental: um dos Pilares do Cuidado

O impacto psicológico do câncer ainda é subestimado. Durante o tratamento, pacientes frequentemente enfrentam ansiedade, tristeza persistente e depressão. De acordo com o especialista, o suporte psicoemocional é fundamental para a adesão ao tratamento e para a melhora da qualidade de vida.

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