Crítica ao Filme “O Agente Secreto” e Wagner Moura
O crítico de cinema espanhol Carlos Boyero, do jornal El País, expressou sua insatisfação com o filme brasileiro “O Agente Secreto”, um dos favoritos na corrida do Oscar. Apesar de ter colecionado estatuetas em cerimônias importantes, como o Globo de Ouro e Cannes, o filme não conseguiu impressionar Boyero.
De acordo com o crítico, “não há nada no filme que me perturbe ou me distraia”. Ele ainda afirmou que “precisa que algum de seus espectadores mais entusiasmados me conte o enredo”, demonstrando sua confusão e falta de interesse na trama. A história, ambientada no Recife em 1977, segue um professor de tecnologia que foge de um passado misterioso e de agentes do governo, tentando refúgio durante o Carnaval, mas percebe que a cidade está sob intensa vigilância e corrupção.
Boyero admitiu que a sinopse o deixou otimista de que ficaria tenso e empolgado na sala de cinema, mas isso não aconteceu. Ele afirmou: “Não entendi quase nada. O pior é que tanto faz para mim, mesmo o que pretende ser transparente, embora tenham pretensões estilísticas de sobra.” Além disso, a atuação de Wagner Moura, indicado ao Oscar de melhor ator, também foi criticada por Boyero, que considerou que ela “deixa a desejar”.
Entre as críticas, Boyero destacou que a atuação de Wagner Moura tem “certa presença, naturalidade, e que sua gestualidade é sóbria, embora não me provoque nenhuma sensação especial”. O crítico definiu o longa brasileiro como “um filme tão longo quanto pouco estimulante”, resumindo sua opinião negativa sobre a obra.
- O filme “O Agente Secreto” não impressionou o crítico Carlos Boyero.
- A trama, ambientada no Recife em 1977, não foi capaz de manter o crítico engajado.
- A atuação de Wagner Moura foi considerada “pouco estimulante” por Boyero.
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