Resposta do Governo Brasileiro às Críticas dos EUA
O governo brasileiro rebateu as críticas dos EUA sobre as práticas comerciais do país, classificando a decisão de impor uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros como política e sem base técnica. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, destacou que o Pix, sistema de pagamento eletrônico, não prejudicou empresas americanas e que o mercado de cartões cresceu cerca de 150% desde sua criação.
As críticas dos EUA abrangem seis áreas, incluindo serviços de pagamento eletrônico, tarifas consideradas desleais, combate à corrupção, proteção da propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal. O governo brasileiro respondeu a cada uma dessas críticas, destacando que as decisões americanas não têm base na realidade e que o país continuará buscando soluções por meio do diálogo com as autoridades americanas.
- Pix: O governo brasileiro afirmou que o Pix é uma infraestrutura pública disponível a todos os participantes do mercado e que não prejudicou empresas americanas.
- Tarifas consideradas desleais: O ministro da Fazenda, Dario Durigan, destacou que a decisão americana representa uma “interferência externa indevida” e que os próprios dados dos EUA mostram superávit comercial americano nas relações com o Brasil.
- Desmatamento ilegal: O ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, classificou as acusações como “sem fundamento técnico” e afirmou que o desmatamento na Amazônia caiu cerca de 50% nos últimos três anos.
O governo brasileiro também rebateu as críticas sobre o combate à corrupção, proteção da propriedade intelectual e comércio digital, destacando que as conclusões da investigação não têm base na realidade. O chanceler Mauro Vieira classificou as declarações do secretário de Estado americano, Marco Rubio, como “inaceitáveis” e “ofensivas” e afirmou que o Brasil realizou mais de 30 reuniões presenciais, virtuais e por telefone com autoridades americanas desde março de 2025.
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