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Crise em Cuba: O Impacto nos Pequenos Negócios

A crise energética em Cuba, agravada pelo bloqueio de envios de combustível pelos Estados Unidos, está colocando em risco a existência de mais de 9 mil pequenos negócios no país. De acordo com um estudo da consultoria Auge, 96,4% das pequenas e microempresas cubanas dependem totalmente de combustível para sobreviver e podem sofrer um impacto severo ou catastrófico se a crise se prolongar.

Os impactos da crise são variados e afetam diferentes setores. As empresas que dependem de combustível para produzir, como oficinas têxteis e restaurantes, estão paralisadas devido à falta de refrigeração e outros serviços essenciais. Já as empresas que dependem de eletricidade para iluminação, como comércios e escritórios, estão enfrentando dificuldades para operar.

  • 7.491 empresas (81,1% do total) estão classificadas como críticas e não conseguem realizar atividades básicas devido à falta de combustível.
  • 1.413 empresas (15,3%) enfrentam um impacto alto e podem fechar se a crise se prolongar.
  • 332 empresas (3,6%) têm um risco moderado e podem resistir, mas precisam de adaptações para continuar operando.

Os serviços, como os de consultores, que conseguem operar com a luz do dia e com a bateria de seus notebooks, são exemplos de empresas que podem resistir à crise. No entanto, a maioria das empresas não tem essa flexibilidade e está em risco de fechar.

O estudo da consultoria Auge alerta que por trás de cada número, há um empreendedor, uma família, um projeto de vida. As 9.236 micro, pequenas e médias empresas não são apenas estatísticas, mas sim o esforço de milhares de cubanos que apostaram em construir algo próprio na última década.

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