bukib
0 bukibs
Columbus, Ohio
Hora local: 11:32
Temperatura: °C
Probabilidade de chuva: %

Crédito bancário lento e alta de custos freiam construção civil e impulsionam FIDCs

Crédito Bancário Lento e Alta de Custos Freiam Construção Civil

A construção civil no Brasil está enfrentando um desafio significativo devido à lentidão no crédito bancário e ao aumento dos custos. Esse cenário está afetando a viabilidade e o andamento de empreendimentos em todo o país. Com prazos de liberação de recursos que podem chegar a 90 dias, as incorporadoras estão sendo forçadas a repensar suas estratégias financeiras.

De acordo com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), o setor registrou um bom desempenho no primeiro trimestre de 2026, com a geração de mais de 120 mil vagas e a manutenção de 3 milhões de trabalhadores formais. No entanto, a entidade reduziu a estimativa de crescimento para o ano, de 2% para 1,2%, devido à alta de custos com materiais e à manutenção de taxas de juros elevadas.

Desafios do Financiamento Tradicional

O financiamento tradicional está se tornando um obstáculo para as construtoras e incorporadoras. Os dados do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) mostram que o volume de financiamento para construtoras e incorporadoras tem sido inconstante nos últimos anos. Em 2024, o volume atingiu o pico recente de R$ 46,2 bilhões, mas em 2025, houve um recuo para R$ 30,8 bilhões.

A lentidão no repasse de recursos está forçando as construtoras a paralisar etapas do projeto e a adiar compras essenciais. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) não confirma o tempo médio de espera de concessão de crédito, afirmando que cada instituição bancária lida com seus prazos internos.

Alternativas de Financiamento

Diante desse cenário, as construtoras e incorporadoras estão buscando alternativas de financiamento. O mercado de crédito privado movimentou R$ 192,8 bilhões no primeiro trimestre de 2026, alta de 22,5% sobre o ano anterior. Os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) estão se destacando como uma opção atraente.

Os FIDCs compram ou estruturam recebíveis, transformando o fluxo futuro em liquidez imediata para as empresas. Isso pode ser uma boa saída para as incorporadoras de médio porte que possuem viabilidade técnica, mas esbarram nos grandes bancos. A Pilar Capital, por exemplo, atua com projetos imobiliários de R$ 5 milhões a mais de R$ 300 milhões, e mantém mais de 100 empreendimentos sob monitoramento por meio de um FIDC gerido pela Artesanal Investimentos.

Os FIDCs oferecem uma estrutura de crédito conectada à economia real, permitindo que o capital chegue de forma mais estruturada às empresas e oferecendo ao investidor uma exposição diferente daquela encontrada em fundos mais tradicionais. Além disso, os FIDCs podem ser uma opção atraente para investidores que buscam uma

  • carteira

diversificada e com lastro.

Este conteúdo pode conter links de compra.

Fonte: link