Paralisação no Carregamento de Petróleo no Mar Negro
O Caspian Pipeline Consortium (CPC), responsável pela maior parte das exportações de petróleo do Cazaquistão via Rússia até o Mar Negro, suspendeu o carregamento de petróleo após um ataque noturno danificar um de seus três pontos de amarração. O ataque, atribuído à Ucrânia, resultou em danos significativos ao ponto de amarração 2, tornando sua operação futura impossível.
Todos os navios foram retirados da área de operação da CPC, e os embarques no terminal serão retomados de acordo com as regras estabelecidas assim que as ameaças de barcos e drones não tripulados forem eliminadas. O Cazaquistão ativou um plano para redirecionar as exportações por rotas alternativas, com o objetivo de manter os níveis de produção e minimizar impactos.
Impacto do Ataque
O terminal da CPC é o principal corredor de exportação de petróleo dos maiores campos do Cazaquistão e também embarca parte da produção russa. O consórcio tem como acionistas as petroleiras americanas Chevron e Exxon Mobil, além da estatal cazaque KazMunayGas e da operadora russa de oleodutos Transneft PJSC.
O ataque à infraestrutura civil é considerado “inaceitável” pelo Ministério da Energia do Cazaquistão, pois o sistema de oleodutos da CPC é um projeto energético internacional, e qualquer impacto sobre suas instalações gera riscos diretos à segurança energética global e causa prejuízos significativos aos interesses econômicos dos participantes do consórcio.
Outros Ataques
Além do ataque ao terminal da CPC, a Ucrânia também confirmou um ataque separado à refinaria Afipsky, na região russa de Krasnodar, além de outras estruturas. A refinaria Afipsky tem capacidade de processamento de até 9,1 milhões de toneladas de petróleo por ano, cerca de 180 mil barris por dia.
Os ataques à infraestrutura energética têm sido recorrentes nos últimos tempos, e o impacto sobre a segurança energética global é uma preocupação crescente. A situação está sob controle especial do governo do Cazaquistão, e as autoridades estão trabalhando para minimizar os impactos e retomar as operações normais.
- O carregamento no terminal da CPC foi suspenso após o ataque.
- O Cazaquistão ativou um plano para redirecionar as exportações por rotas alternativas.
- O ataque à infraestrutura civil é considerado “inaceitável” pelo Ministério da Energia do Cazaquistão.
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