Corte de Rating e Risco de Reestruturação: O Que Fez a Raízen Cair Abaixo dos R$ 0,80
A Raízen, uma das principais produtoras de açúcar e etanol do Brasil, enfrenta um momento desafiador. As ações da empresa caíram abaixo dos R$ 0,80 após uma série de notícias negativas, incluindo a redução de suas classificações de risco por agências de classificação de risco, como a Fitch, S&P Global e Moody’s Global.
Essa redução de rating foi motivada pela perda de grau de investimento da Companhia, o que aumentou o risco de reestruturação de dívida. Além disso, a empresa anunciou a contratação de assessores financeiros e legais para buscar opções para fortalecer sua liquidez e otimizar sua estrutura de capital.
Principais Fatores que Contribuíram para a Queda
- Perda de Grau de Investimento: A redução de rating pela Fitch, S&P Global e Moody’s Global levou à perda de grau de investimento da Raízen, aumentando o risco de reestruturação de dívida.
- Frustração do Aporte de Capital: A falta de aporte de capital esperado pelos acionistas (Shell e Cosan) contribuiu para a instabilidade financeira da empresa.
- Ambiente Operacional Desafiador: O desempenho mais fraco em açúcar e etanol, combinado com uma liquidez pressionada, compromete a sustentabilidade da posição de liquidez da empresa.
A S&P projeta um Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) de cerca de R$ 11 bilhões em 2026 e uma alavancagem de 5,0x–5,5x. Para 2027, a previsão é de volumes menores, preços de açúcar pressionados e Ebitda em torno de R$ 11,5 bilhões.
A XP Investimentos ressalta que a empresa ainda precisa reforçar seu caixa e geração de fluxo de caixa para equacionar a questão do endividamento e alavancagem. As iniciativas de venda de ativos e renovação de RCF são vistas como positivas, mas ainda há necessidade de um aporte de capital.
A Raízen selecionou a Rothschild & Co como assessora financeira e os escritórios Pinheiro Neto Advogados e Cleary Gottlieb Steen & Hamilton LLP como assessores legais para avaliar alternativas econômico-financeiras.
O mercado aguarda com atenção as possíveis vendas de ativos, como a refinaria e centenas de postos de gasolina na Argentina, que podem ser adquiridos pela Mercuria Energy Group por mais de US$ 1 bilhão.
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