Corrida Global por Estoque se Intensifica com Guerra no Irã
A corrida global para estocar produtos manufaturados devido aos temores de uma crise no fornecimento de energia está se intensificando à sombra da guerra no Irã. Essa tendência está ofuscando as pesquisas empresariais, que avaliam o impacto do terceiro mês de guerra no Oriente Médio.
Os índices de gerentes de compras (PMI) de maio, que medem a atividade industrial nas principais economias, devem mostrar expansão contínua, impulsionada pela formação de estoques antecipados. No entanto, a questão que paira sobre esses números é se esse cenário indica resiliência ou se é simplesmente evidência de que os fabricantes estão operando no limite de sua capacidade produtiva antes que o choque energético se faça sentir completamente.
Os índices também revelarão como o impacto nos custos está afetando as principais economias, podendo indicar os tipos de gargalos na cadeia de suprimentos que a volatilidade da produção causou durante a pandemia. Esses efeitos poderiam alimentar as pressões inflacionárias que os bancos centrais estão monitorando atualmente.
Os resultados iniciais do PMI também oferecerão uma nova perspectiva sobre o impacto geográfico desigual do conflito no Oriente Médio. Os números de abril sugerem que as economias da zona do euro, incluindo a Alemanha, foram as mais afetadas, enquanto países do Reino Unido ao Japão pareceram mais estáveis.
As pesquisas permitirão que os investidores avaliem melhor as consequências da guerra durante uma semana de reflexão para a economia mundial. Além disso, os ministros das finanças do G7 farão um balanço da saúde do crescimento global e da fragilidade dos mercados de títulos durante uma reunião de dois dias em Paris.
- A Comissão Europeia divulgará sua mais recente perspectiva econômica para a região.
- O índice de confiança empresarial Ifo da Alemanha será divulgado.
- A ata da reunião de abril do Federal Reserve será divulgada.
Esses dados ajudarão os investidores a avaliar se as economias conseguiram resistir ao mais recente choque global ou se enfrentarão uma desaceleração mais acentuada. Além disso, os bancos centrais, como o banco central, estarão atentos às pressões inflacionárias e às necessidades de ajuste nas taxas de juros.
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