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“Corredor de assédio” no Galeão com abordagens incisivas e xingos assusta passageiros

O “Corredor de Assédio” no Aeroporto Galeão

Após horas de voo, a aterrissagem no Aeroporto Internacional Antonio Carlos Jobim, o Galeão, no Rio, pode ser um alívio para os passageiros. No entanto, o desembarque pode se tornar uma experiência estressante devido às abordagens insistentes e intimidatórias de pessoas que oferecem serviços como táxi, carros de aplicativo, limpeza de calçados, chips de celular, passeios e câmbio de moedas.

Os passageiros são abordados logo após sair da área restrita, especialmente no setor de chegadas internacionais. Essas abordagens podem ser consideradas uma “prova de resistência”, como definiu o historiador Thiago Gomide em uma coluna no GLOBO. Além disso, os passageiros estrangeiros são frequentemente alvos fáceis para esses vendedores, que podem ser agressivos e intimidatórios.

Um exemplo disso é a história de uma turista asiática que foi abordada por um homem que se ofereceu para levá-la aonde ela quisesse, mas acabou sendo direcionada para a área de embarque. Outro exemplo é o de uma advogada carioca que foi importunada por um homem que oferecia carros de aplicativo e respondeu com um xingamento quando ela recusou o serviço.

Além disso, os passageiros também são obrigados a presenciar discussões acaloradas entre os vendedores, que disputam clientes. Em alguns casos, essas discussões podem chegar à agressão física. Outro problema é o câmbio ilegal de moedas, que é realizado por carregadores de bagagem que se aproximam dos passageiros e oferecem taxas de câmbio mais vantajosas do que as casas de câmbio do aeroporto.

Essas práticas ilegais ocorrem diante de autoridades públicas, como agentes da Polícia Militar e da Guarda Municipal, que circulam pelo saguão do aeroporto. No entanto, a segurança privada do aeroporto parece ser mais preocupada em controlar situações menos graves, como passageiros que ocupam mais de um banco enquanto dormem.

Para entidades do setor de turismo, esse cenário é prejudicial à imagem do Rio e gera desconfiança entre os turistas. A RIOGaleão afirma que atua junto aos órgãos públicos responsáveis pela segurança para evitar essas situações e está comprometida com a busca de soluções. A Polícia Federal apura a questão do câmbio ilegal, enquanto a Polícia Civil afirma que todas as práticas criminosas são apuradas com rigor.

  • Abordagens insistentes e intimidatórias de vendedores de serviços
  • Passageiros estrangeiros são frequentemente alvos fáceis
  • Discussões acaloradas entre vendedores que disputam clientes
  • Câmbio ilegal de moedas realizado por carregadores de bagagem
  • Falta de ação das autoridades públicas para controlar essas práticas

Em resumo, o “corredor de assédio” no Aeroporto Galeão é um problema que afeta a experiência dos passageiros e prejudica a imagem do Rio. É necessário que as autoridades públicas e a administração do aeroporto tomem medidas para controlar essas práticas ilegais e garantir a segurança e o conforto dos passageiros.

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