Consumir menos açúcar na infância diminui risco de demência na velhice
O consumo excessivo de açúcar é um hábito que pode trazer consequências negativas para a saúde a longo prazo. Um novo estudo sugere que limitar o consumo de açúcar já nos primeiros anos de vida pode estar associado a um menor risco de desenvolvimento de demência na fase adulta.
Os pesquisadores analisaram dados de 64.737 pessoas e verificaram que consumir menos açúcar antes mesmo do nascimento pode ser benéfico para a saúde cerebral. Eles dividiram os participantes em três grupos com base no racionamento de açúcar no Reino Unido durante a Segunda Guerra Mundial e avaliaram os registros médicos para identificar diagnósticos de demência.
Os resultados mostraram que as pessoas que vivenciaram o racionamento de açúcar antes do nascimento e até um ano de idade apresentaram um risco 21% menor de demência em comparação com as pessoas nascidas após o racionamento de açúcar. Já as pessoas que vivenciaram o racionamento de açúcar antes do nascimento e até dois anos de idade apresentaram um risco 23% menor de demência.
Além disso, os exames de imagem cerebral feitos por alguns participantes mostraram que aqueles com menor consumo de açúcar no início da vida apresentaram um maior volume de massa cinzenta e menores índices de danos no tecido cerebral.
- Limitar o consumo de açúcares adicionados durante a gravidez e a infância pode ser uma medida benéfica para reduzir o risco de demência.
- É importante considerar que altos teores de açúcar podem ser encontrados em alimentos “menos óbvios” e não necessariamente doces, como o pão de forma industrializado.
- Mais pesquisas são necessárias para entender melhor como as exposições precoces influenciam o risco de demência e para orientar as estratégias de saúde pública.
Em resumo, o estudo sugere que consumir menos açúcar na infância pode ter um impacto positivo na saúde cerebral a longo prazo e reduzir o risco de demência na velhice.
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