Conheça o RDC: Uma Opção de Renda Fixa em Crescimento
O mercado financeiro brasileiro está passando por uma fase de alta nos juros, o que tem levado os investidores a buscar opções mais seguras e rentáveis. Nesse contexto, as cooperativas de crédito têm se destacado como uma alternativa atraente, especialmente com o Recibo de Depósito Cooperativo (RDC). De acordo com dados do Sicoob, a carteira de renda fixa da instituição cresceu 17% em apenas nove meses, atingindo R$ 219,9 bilhões em setembro de 2025.
O RDC é o principal responsável por esse crescimento, representando 81% da carteira da instituição. Mas o que explica esse movimento de R$ 32 bilhões em novos aportes em pouco tempo? Segundo especialistas, a combinação de segurança e uma mecânica de remuneração diferente ajuda a explicar o crescimento desse ativo de renda fixa.
Como Funciona o RDC
O RDC funciona de maneira similar ao Certificado de Depósito Bancário (CDB), mas com uma diferença estrutural fundamental. Ao investir em um RDC, o investidor se torna um cooperado, ou seja, um dos “donos” da instituição. Isso muda o jogo na hora de calcular o lucro, pois o excedente financeiro é devolvido aos cooperados proporcionalmente ao seu relacionamento.
Além disso, a rentabilidade do RDC pode ser mais atraente do que a do CDB, pois inclui a distribuição de sobras. Segundo Otávio Araújo, consultor sênior da Zero Markets Brasil, “a rentabilidade contratada do RDC, de, por exemplo, 98% do CDI, somada às sobras, pode elevar o retorno efetivo para 135% do CDI em alguns casos, superando CDBs tradicionais que não distribuem esses lucros.”
Vantagens do RDC
As principais vantagens do RDC incluem:
- Segurança: o RDC é protegido pelo FGCoop, que oferece as mesmas regras de cobertura do FGC dos bancos tradicionais (até R$ 250 mil por CPF).
- Rentabilidade: a distribuição de sobras pode elevar o retorno efetivo do RDC.
- Transparência: os relatórios anuais das cooperativas permitem que os investidores verifiquem a solidez financeira da instituição.
Além disso, o RDC pode ser uma opção atraente para investidores que buscam diversificar sua carteira e reduzir o risco. No entanto, é importante lembrar que nem todas as cooperativas são iguais, e a análise exige atenção a indicadores específicos, como o Índice de Basileia e o nível de inadimplência.
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