Concessões, Ferrovias e Free Flow: O Plano do Governo para Reduzir o “Custo Brasil”
O governo federal identificou o custo logístico como um entrave econômico significativo, afetando a competitividade do país. De acordo com o secretário-executivo do Ministério dos Transportes, George Santoro, as interrupções frequentes em rodovias estratégicas, a falta de alternativas ferroviárias e os acessos precários a portos são alguns dos principais problemas.
Para resolver esses gargalos, o governo planeja reorganizar a carteira de rodovias e ferrovias, priorizando corredores logísticos, ampliação de capacidade e maior previsibilidade operacional. O objetivo é oferecer opções e criar alternativas ferroviárias de acesso a portos, promovendo a competição entre modais.
Principais Ações Programadas
- Ampliar a capacidade da rodovia BR-163, com duplicações no Mato Grosso e terceira faixa no Pará.
- Criar uma alternativa ferroviária, a Ferrogrão, para reduzir o custo logístico.
- Redesenhar o projeto da rodovia Régis Bittencourt, ligação entre São Paulo e o Sul do país, para separar o tráfego local do fluxo de longa distância.
Além disso, o governo também busca melhorar os acessos portuários, como o Porto de São Francisco do Sul (SC), onde os conflitos urbanos entre rodovia e ferrovia causam problemas. A intenção é ampliar a competição entre modais, integrando rodovias, ferrovias, portos e hidrovias, o que tende a reduzir o custo logístico ao longo do tempo.
O Plano Nacional de Logística passa por nova consulta pública e incorpora uma pesquisa qualitativa com cerca de 400 grandes agentes do mercado. O governo também está usando dados mais precisos de origem e destino de cargas, com base nos manifestos eletrônicos exigidos pelos fiscos estaduais, para trabalhar com o conceito de corredor logístico.
Em resumo, o governo busca reduzir o “custo Brasil” por meio de concessões, ferrovias e free flow, melhorando a infraestrutura logística e aumentando a competitividade do país.
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