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Computadores estão sendo construídos com células humanas sem autorização? Entenda

Computadores Construídos com Células Humanas: Ética e Tecnologia

Empresas estão desenvolvendo computadores com o uso de tecido do sistema nervoso humano cultivado em laboratório, conhecidos como organoides cerebrais, para melhorar a velocidade e adaptação em sistemas computacionais, especialmente na área de inteligência artificial (IA). No entanto, um grupo de pesquisadores alerta que esses tecidos humanos estão sendo utilizados sem a devida autorização dos doadores.

Os organoides cerebrais são capazes de combinar memória e computação no mesmo substrato, exigindo menos componentes do que os computadores convencionais e consumindo menos energia. Além disso, inspiram algoritmos de IA baseados em teorias de redes neurais. A pesquisa em bioinformática depende de doações voluntárias de células, frequentemente provenientes de procedimentos médicos.

No entanto, os pesquisadores questionam a ética dos formulários de consentimento, que não perguntam aos doadores sobre o tipo de pesquisa para a qual suas células serão usadas no futuro. Isso pode levar a situações em que doadores que desejam apoiar o desenvolvimento de tratamentos contra o câncer, por exemplo, não imaginam que seus tecidos poderiam ser usados para criar biocomputadores com aplicações comerciais.

Como Funcionam os Biocomputadores?

Os biocomputadores são construídos usando células-tronco pluripotentes, que podem se desenvolver em vários tipos de células do corpo. Essas células podem vir de embriões doados ou de células adultas geneticamente modificadas. Em laboratório, as células-tronco pluripotentes são induzidas a se tornarem organoides cerebrais, que mimetizam a estrutura e função do cérebro.

Por meio de estimulação neural, a informação pode ser codificada e processada pelos neurônios do organoide, resultando em respostas típicas dos modelos de IA, mas com menor consumo de energia. Os pesquisadores alertam que a construção de biocomputadores baseados no cérebro precisa de uma supervisão ética rigorosa para evitar preocupações relacionadas aos doadores.

  • Os biocomputadores oferecem vantagens promissoras para a tecnologia de IA.
  • No entanto, a utilização de tecidos humanos sem autorização é uma questão ética grave.
  • A supervisão ética rigorosa é necessária para garantir o uso responsável dessas tecnologias.

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