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Introdução

Em fevereiro de 2022, líderes ocidentais expulsaram centenas de espiões russos de suas capitais e vetaram empresas com vínculos com o Kremlin. No entanto, dezenas desses espiões expulsos reapareceram em um lugar inesperado: o Japão. As leis frágeis do país contra espionagem e sua pujante indústria de alta tecnologia o transformaram em uma peça crucial no esforço de guerra russo.

A Operação em Tóquio

No centro da operação em Tóquio está uma unidade secreta da inteligência militar russa conhecida como 20ª Diretoria. Disfarçados de diplomatas ou empresários, seus agentes trabalham para comprar ou roubar tecnologia de uso militar e contrabandeá-la para a Rússia. O homem que supervisiona a operação da 20ª Diretoria em Tóquio mantém como fachada a identidade de funcionário da companhia aérea estatal russa Aeroflot.

Como a 20ª Diretoria Opera

A 20ª Diretoria se destaca por sua capacidade de comprar ou roubar tecnologia sensível sob falsos pretextos e enviá-la para a Rússia. Espiões da GRU usam empregos na Aeroflot como cobertura desde a era soviética. O escritório da Aeroflot em Tóquio é um exemplo disso, onde o homem da 20ª Diretoria em Tóquio coordena sua operação letal.

Evidências de Espionagem

Autoridades ucranianas apresentaram ao Japão evidências de que sua tecnologia está sendo usada em ataques russos. No entanto, o governo japonês demorou a agir. O Japão é o maior exportador mundial da sensível tecnologia de uso dual que o Kremlin busca. Os contrabandistas não precisam levar esses equipamentos diretamente para a Rússia; basta enviá-los a algum lugar disposto a revendê-los aos russos.

Alertas Diplomáticos

Governos estrangeiros têm alertado repetidamente o Japão de que sua tecnologia está sendo contrabandeada para a Rússia. A Ucrânia enviou ao menos oito cartas diplomáticas formais ao Ministério das Relações Exteriores do Japão sobre o tema. As mensagens detalhavam evidências de componentes japoneses em armas e equipamentos militares russos recuperados após ataques a civis.

  • As autoridades ucranianas forneceram listas de componentes recuperados que haviam sido fabricados por algumas das maiores empresas japonesas.
  • Todas as empresas negaram irregularidades e disseram estar comprometidas com o cumprimento das sanções econômicas e restrições comerciais do Japão.
  • O Ministério da Economia, Comércio e Indústria disse ter emitido alertas a empresas e grupos industriais sobre tentativas de burlar sanções.

Conclusão

O Japão precisa tomar medidas mais eficazes para impedir a exportação ilegal de tecnologia sensível para a Rússia. A 20ª Diretoria e outros espiões russos continuam a operar no país, aproveitando-se das leis frágeis e da falta de coordenação entre as autoridades. É fundamental que o Japão fortaleça suas capacidades de inteligência e coopere com os países ocidentais para combater a espionagem russa e proteger a segurança nacional.

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